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Câmara dos Deputados pretende tratar o feminicídio como epidemia, diz Alice Portugal

A deputada comentou sobre assunto durante visita do presidente Lula às obras de implantação do VLT de Salvador.

Por Emilly Lima , Camila S. Silva
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Atualizado
Câmara dos Deputados pretende tratar o feminicídio como epidemia, diz Alice Portugal

Foto: Emily Lima/Farol da Bahia

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que a prisão de líder indígena durante conflito de terras no Extremo Sul da Bahia e o tratamento do feminicídio como epidemia são as questões fundamentais para serem tratadas no estado pela Comissão dos Direitos Humanos, presidida por ela. A fala ocorreu durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de implantação do VLT de Salvador, na Praça Onze de Setembro, nesta quinta-feira (2).

A primeira diligência, de acordo com a deputada, está relacionada à libertação imediata do ativista de direitos indígenas e liderança indígena Pataxó, o cacíque Aruã Pataxó, o qual foi preso  por envolvimento em conflitos de terra no Extremo Sul do estado.

Portugal pontuou que a situação na região é desproporcional e que o cacíque foi preso sem estar presente no conflito e sem ter comandado a ação. 

“Então é uma situação desproporcional que ocorre no extremo sul da Bahia, na Costa do Descobrimento, e nós vamos atuar e solicitar, como já fiz na Procuradoria Geral da República, a libertação imediata do cacique Aruã”, disse. 

Sobre os casos de feminicídio, a deputada afirmou que a comissão pretende tratar do assunto como uma epidemia e  destacou que a Bahia é o terceiro estado com o maior número de feminicídios do país. 

“A comissão quer analisar o que nós podemos fazer de maneira global com os organismos feministas, os organismos de estado, para ajudarmos a enfrentar o feminicídio e fazer do pacto nacional, lançado pelo presidente Lula, uma realidade também na Bahia”, complementou. 

Por fim, ela destacou a importância de abordar a pauta no ano eleitoral e em uma época em que mulheres querem continuar ocupando espaços na política.

Confira o vídeo abaixo
 

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