Apoiadores de Flávio levam imagem de Nossa Senhora a ato no interior de SP
Motocarreata com Tarcísio de Freitas passou por Americana neste sábado (3)

Foto: Divulgação/Vittor Sales
Apoiadores que aguardavam Flávio Bolsonaro (PL) em Americana, no interior de São Paulo, na manhã deste sábado (3), fizeram alusões a Nossa Senhora Aparecida após a disseminação de uma notícia falsa de que o candidato do PL à Presidência da República a destituiria como padroeira do Brasil caso fosse eleito.
Flávio estava acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e dos deputados André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (SP), que concorrem ao Senado pelo estado.
A motocarreata saiu de Santa Bárbara D'Oeste em direção a Americana pela rodovia SP-304, percorrendo cerca de 20 km. As duas cidades ficam a aproximadamente duas horas de carro da capital paulista.
Por volta das 11h, simpatizantes esperavam Flávio no local onde costuma ocorrer a Festa do Peão da cidade. Uma criança estava vestida como Nossa Senhora, com uma coroa e uma veste azul-escura até os pés.
O carreiro Julio Staut, 56, apareceu com um carro de boi que levava uma carroça com a imagem da santa. Ele disse ter vindo de Jacutinga, no sul de Minas Gerais, como costuma fazer na abertura de toda Festa do Peão.
"Eu trouxe [Nossa Senhora] para o Flávio vê-la participando do evento. Tenho certeza de que ele não é contra imagens religiosas", afirmou.
No fim de agosto, Flávio afirmou nas redes sociais que um de seus primeiros atos, caso fosse eleito, seria "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo". Ele não explicou o que isso implicaria para um Estado laico.
Procurada pela Folha em meio à discussão religiosa que ocupou o debate eleitoral às vésperas do primeiro turno, a campanha do senador afirmou que a ação seria apenas "simbólica".
Segundo a equipe de Flávio, caso eleito, ele "fará uma oração antes de ler o termo de posse [...] entregando o Brasil a Jesus Cristo".
O ato alude às motociatas que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), liderou em meio à pandemia da Covid-19, em 2021. À época, os eventos serviram como palco para manifestações do ex-presidente, que buscava uma demonstração de força em meio à queda de popularidade impulsionada pelo avanço da inflação e pela exposição do governo federal na CPI da Covid.


