Após ficar em segundo lugar, Lula revê estratégias e coordenação de campanha para o 2° turno
A participação do presidenciável em debates estão entre as metas estabelecidas.

Foto: Ricardo Stuckert/PR.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está reanalisando as estratégias e a composição da coordenação de campanha para o segundo turno das eleições, após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do primeiro turno.
Com esse propósito, o presidenciável ouviu sugestões de integrantes da campanha, líderes políticos e apoiadores durante uma reunião realizada na última segunda-feira (5), em Brasília.
As estratégias estabelecidas incluem ampliar a votação do candidato no Nordeste. Apesar de ter liderado na região, Lula teve resultados inferiores em relação as eleições de 2022, a exemplo da Bahia e Maranhão, onde foi registrada uma perda de 3,68 e 4,94 pontos percentuais, respectivamente. Nesses locais, os governadores reeleitos deverão atuar para impulsionar a campanha.
Outra meta é diminuir o número de abstenções, que foi o maior desde 1998 somando 33,4 milhões (21%), bem como de votos nulos e brancos, que foi de 6 milhões (4,8% dos votos).
Além disso, o presidente deverá participar de todos os debates presidenciais, após não comparecer a nenhum realizado este ano, bem como focar na comparação entre seu histórico político e o de Flávio Bolsonaro.
Por fim, outra estratégia que segue em debate é a coordenação de campanha. Enquanto alguns apoiadores defendem a substituição do publicitário Raul Rabelo pelo marqueteiro João Santana, que já atuou no passado em campanhas vitriosas de Lula e Dilma, outros apoiam a ideia de que é necessário apenas um reforço nas coordenações estaduais.
Mudanças na Secom também são defendidas, inclusive com a proposta de José Luiz Datena (PSB), que não se elegeu ao cargo de deputado federal de São Paulo, a frente da pasta.


