Após quase 30 anos na política, Moema Gramacho declara patrimônio zerado à Justiça Eleitoral
Candidata a deputada federal nas eleições deste ano, ela é ex-prefeita de Lauro de Freitas

Foto: Lula Marques/Agência PT
A ex-prefeita de Lauro de Freitas e ex-deputada federal Moema Gramacho (MDB) registrou candidatura a deputada federal na Justiça Eleitoral. Um dado, porém, chama atenção no sistema DivulgaCand: a candidata declarou não ter nenhum bem em seu nome.

A declaração contrasta com uma trajetória de quase 30 anos na vida pública, marcada pela ocupação de diferentes cargos políticos.
Formada em Biologia e Química, Moema iniciou a carreira política como vereadora de Salvador, em 1997. Também exerceu mandato de deputada estadual até 2004.
A maior projeção política veio à frente da Prefeitura de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, administrada em quatro mandatos:
• 2005 a 2012;
• 2017 a 2024.
Além da experiência no Executivo municipal, a trajetória inclui passagem pelo governo da Bahia. Em 2013, assumiu a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. No ano seguinte, foi eleita deputada federal pela Bahia.
Sobre o caso, Moema afirmou que sempre viveu dos rendimentos provenientes do seu trabalho e ressaltou que a construção de patrimônio pessoal nunca foi o objetivo de sua atuação política.
"Sempre vivi do meu salário e, apesar de ter apenas uma filha, sustentei e sustento uma família numerosa, buscando oferecer a eles o conforto e a dignidade que merecem. Ajudar as pessoas a terem sustento, dignidade e o mínimo de conforto sempre foi prioridade para mim. Enriquecer através da política, nunca", disse a candidata.
Além disso, a ex-prefeita também destacou que a repercussão em torno da ausência de patrimônio declarado revela uma inversão de valores no debate sobre a vida pública.
“O que me espanta é a inversão de valores. Parece chamar mais atenção a ausência de acúmulo de bens de uma mulher que dedicou décadas à vida pública do que o enriquecimento de alguns políticos sem justificativa e sem sequer prestar contas adequadamente sobre o uso do dinheiro público. A política, para mim, nunca foi instrumento de enriquecimento pessoal. Sempre foi instrumento para transformar a vida das pessoas”, concluiu.


