Avanço da direita pode impedir reeleição de Alcolumbre e Motta nas presidências da Câmara e do Senado em 2027
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a legenda não apoiará Davi Alcolumbre para reeleição

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (UB), devem ter maior dificuldade nas eleições presidenciais das Casas, prevista em fevereiro de 2027, com o avanço da direita na composição do Congresso Nacional.
No último domingo (4), o Partido Liberal elegeu 19 senadores e chegará a 28 representantes no Senado Federal. Além disso, conta com apoio dos senadores do Novo e de boa parte da bancada de partidos do Centrão. Para eleger um presidente do Senado, são necessários 41 votos.
Nessa segunda-feira (5), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a legenda não apoiará Davi Alcolumbre para reeleição na presidência do Senado e que o senador Rogério Marinho (RN) será o nome do PL para a disputa.
"Teremos um trabalho muito grande porque temos que mudar isso. Não tenho duvida de que com a eleição de Flávio Bolsonaro [à Presidência da República] conseguiremos mudar a presidência do Senado", disse.
Segundo Valdemar, o atual chefe da Casa está alinhado com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alcolumbre se reaproximou do petista nos últimos meses, apesar de não ter declarado apoio explícito à eleição de Lula.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, por outro lado de forma mais pública, pedindo votos para a reeleição do petista.
Na conta de Motta, estava a tentativa de eleger seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), como senador pela Paraíba – estado em que Lula, historicamente, é mais forte. Wanderley não foi eleito.
Há uma expectativa de que Alcolumbre e Lula tenham uma reunião nesta semana, mas ainda não há confirmação.


