BAIC inicia vendas do Arcfox T1 elétrico a partir de R$ 129,9 mil

Compacto elétrico tem motor de 95cv e vem encarar Dolphin, Aion UT e Geely EX2

Por Marcos Camargo Jr.
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BAIC inicia vendas do Arcfox T1 elétrico a partir de R$ 129,9 mil

O mercado brasileiro de carros elétricos ganha mais um concorrente na faixa abaixo dos R$ 130 mil. Para enfrentar BYD Dolphin, GAC Aion UT e Geely EX2 além do DFM (Dongfeng Box). A BAIC anuncia a chegada do Arcfox T1, primeiro modelo de sua linha Arcfox no país, com preço promocional de lançamento de R$ 129.900 na versão Pro e R$ 139.900 na configuração Max. As entregas estão previstas para começar em 11 de novembro de 2026.

O T1 aposta no espaço interno e na lista de equipamentos para conquistar o consumidor brasileiro. Com 4,34 metros de comprimento e entre-eixos de 2,77 metros, o modelo combina dimensões de um compacto com uma distância entre os eixos próxima à encontrada em veículos maiores. A carroceria tem ainda 1,86 metro de largura e 1,57 metro de altura.

Motor de 95cv equivalente ao Dolphin

O conjunto mecânico é o mesmo nas duas versões. O motor elétrico entrega 70 kW, equivalentes a aproximadamente 95 cv, e torque de 176 Nm, ou 17,9 kgfm. Os números são bem similares aos números do Dolphin GS, versão menos potente do compacto. 

Os números indicam uma proposta voltada principalmente ao uso urbano, sem a potência elevada de outros elétricos que chegam ao mercado.

A bateria de fosfato de ferro-lítio, conhecida pela sigla LFP, tem capacidade de 42,3 kWh. A autonomia informada é de 283 km pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro ou cerca de 310 no ciclo WLTP.

Em carregadores rápidos de corrente contínua, o T1 aceita potência de até 89 kW. Segundo a fabricante, a recarga de 30% a 80% pode ser realizada em cerca de 25 minutos, dependendo das condições da bateria e da estação. Em corrente alternada, o limite é de 6,6 kW, com tempo informado de até oito horas para uma carga completa.

O elétrico também oferece pré-condicionamento da bateria e as funções V2L e V2V, que permitem, respectivamente, alimentar equipamentos externos compatíveis e fornecer energia a outro veículo.

Na cabine, o destaque visual é a central multimídia de 15,6 polegadas, acompanhada por um painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas. O console central tem desenho suspenso, enquanto painel e portas recebem revestimentos de microfibra com aspecto semelhante ao da camurça.

As duas versões contam com banco do motorista com regulagem elétrica e aquecimento. A Max estende os recursos ao assento do passageiro e acrescenta funções de ventilação e memória de posição, conforme a configuração divulgada pela marca. Os bancos dianteiros também podem ser reclinados até formar uma superfície praticamente plana.

O porta-malas tem capacidade anunciada de aproximadamente 459 litros, chegando a 1.352 litros com os encostos traseiros rebatidos. Na versão Max, a tampa possui acionamento elétrico. A configuração mais cara também recebe teto panorâmico de 2,34 m² com cortina elétrica e retrovisores com rebatimento elétrico.

Nas rodas, a diferença é objetiva: a Pro utiliza peças de aço de 17 polegadas com calotas, enquanto a Max traz rodas de liga leve de 18 polegadas. A oferta de cores inclui Cinza Eclipse, Branco Polar, Prata Aurora e Prata Elétrico, com duas combinações de acabamento interno.

Entre os equipamentos presentes nas duas versões está o sistema de câmeras que a BAIC chama de visão de 540 graus. O recurso combina imagens de 360 graus ao redor do carro com uma visualização simulada da área sob a carroceria, auxiliando a identificação de obstáculos durante manobras.

Outro recurso é o EZT, que utiliza intervenções nos freios em baixa velocidade para ajudar em curvas fechadas. Segundo a fabricante, o sistema pode reduzir o raio de giro em aproximadamente 30 centímetros.

A versão Max concentra o pacote mais amplo de assistências à condução. Estão incluídos frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal, controle de cruzeiro adaptativo com função de parada e retomada, centralização na faixa, assistência em congestionamentos e alertas de colisão com pedestres e de saída de faixa.

A configuração também oferece estacionamento automático, auxílio para passagem por espaços estreitos e assistência de marcha à ré com memorização do trajeto. Pela diferença de R$ 10 mil em relação ao preço promocional da Pro, a Max reúne os principais argumentos de tecnologia e conveniência da linha.

Na suspensão, o T1 utiliza arquitetura McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. A BAIC informa que o desenvolvimento do conjunto incluiu mais de 8.000 km de testes ao longo de quatro meses. A estrutura da carroceria emprega aços de alta resistência, enquanto a bateria recebe proteções contra impactos de detritos, corrosão e propagação de calor.

A BAIC anuncia uma rede inicial de 50 concessionárias e um armazém de peças em Itajaí, em Santa Catarina, com parceria logística da Foton. A empresa informa cobertura planejada de quase 100% das peças consideradas críticas, além de assistência 24 horas e atendimento personalizado por voz e WhatsApp previsto no serviço BAIC Concierge.

Fundado em Pequim em 1958, o grupo chinês tem planos audaciosos de abrir 150 concessionárias no Brasil até o fim de 2027. Com o Arcfox T1, a estratégia começa por uma faixa de preço disputada entre os elétricos compactos com concorrentes de peso no país.

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