Campanha de Lula pede ao TSE para excluir canal de Janones do registro eleitoral
Solicitação ocorre em meio à disputa judicial entre as campanhas presidenciais sobre a atuação de canais digitais durante o período eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert
A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou, na última quinta-feira (22), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a retirada do canal de WhatsApp "Exército do Lula" do registro oficial da campanha à reeleição. O pedido foi apresentado ao ministro André Mendonça e busca cancelar a anotação do endereço telefônico no Sistema de Candidaturas da Justiça Eleitoral.
Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal é alvo de uma disputa judicial envolvendo as campanhas presidenciais. Os advogados de Lula sustentam que a ferramenta não possui vínculo formal com a estrutura eleitoral do presidente e defendem que sua atuação ocorre de maneira independente.
O pedido acontece após o presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques, autorizar, em 16 de outubro, que a coligação solicitasse a retirada de canais que não se enquadrassem nos critérios de vinculação estabelecidos pela Corte. As regras consideram fatores como financiamento, compartilhamento de estrutura, divulgação em perfis oficiais e coordenação de conteúdo para determinar a relação entre canais digitais e candidaturas.
A controvérsia começou após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionar o funcionamento do canal na Justiça Eleitoral. O caso já provocou decisões sobre a suspensão, a retomada das atividades e o registro da ferramenta, ampliando a disputa jurídica entre as candidaturas às vésperas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.


