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Carro mais estreito do mundo ganha selo do Guiness na Itália

Carro teve o projeto reconhecido ainda em 2025

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Carro mais estreito do mundo ganha selo do Guiness na Itália

O selo do Guinness World Records é a etapa final de uma história que começou a ganhar repercussão ainda em 2025. Apresentado no ano passado e rapidamente transformado em fenômeno nas redes sociais, o Fiat Panda extremamente estreito criado pelo italiano Andrea Marazzi agora aparece oficialmente entre os recordes da edição 2027 da publicação.

Em 2025 Marazzi ainda buscava o reconhecimento internacional para sua criação. A certificação ocorreu em 21 de junho de 2025, quando o veículo foi medido pelo Guinness e registrou apenas 50,20 centímetros de largura. Agora, em setembro de 2026, o título volta a colocar o curioso automóvel em evidência.

Embora pareça uma imagem criada por inteligência artificial, o Panda é real e plenamente funcional. Ele anda, esterça e freia por seus próprios meios, requisitos necessários para conquistar o título de carro dirigível mais estreito do mundo.

Projeto nasceu de um Panda destinado ao desmanche

A criação partiu de um Fiat Panda 1993 que seria desmontado na empresa de reciclagem de veículos pertencente à família de Marazzi, em Bagnolo Cremasco, na Itália. Em vez de encaminhar o automóvel para o desmanche, o italiano decidiu transformá-lo em uma peça única.

O trabalho consumiu aproximadamente um ano e preservou grande parte dos componentes originais. Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, mais de 90% das peças utilizadas vieram do próprio Panda, incluindo partes da carroceria e diferentes elementos reaproveitados.

O resultado começou a circular nas redes sociais em junho de 2025. Os vídeos chamaram atenção porque o modelo não era apenas uma carroceria recortada para exposição. Mesmo com proporções aparentemente impossíveis, o pequeno automóvel conseguia se movimentar normalmente em ambientes controlados.

Motor a gasolina deu lugar a conjunto elétrico

Para tornar o projeto viável, Marazzi retirou o motor original de 800 cm³ a gasolina. Em seu lugar, instalou um pequeno propulsor elétrico de corrente contínua de 24 volts, alimentado por duas baterias de 12V.

A solução simplificou o conjunto mecânico e permitiu manter o Panda funcional. A velocidade máxima é de aproximadamente 15 km/h, enquanto a autonomia informada chega a cerca de 25 quilômetros.

O carro pesa aproximadamente 264 kg e conserva as quatro rodas, o sistema de direção e os freios. Também mantém praticamente o comprimento do Panda convencional, com cerca de 3,40 metros, além de aproximadamente 1,45 metro de altura. A grande diferença está na largura, reduzida em quase dois terços.

Cabine tem espaço apenas para o motorista

A parte mais complexa da transformação foi a reconstrução da região central do automóvel. Quando observado de lado, o formato do Panda de primeira geração ainda pode ser reconhecido com facilidade. Visto de frente ou de traseira, porém, o carro parece ter sido literalmente comprimido.

Há somente um farol dianteiro, um para-brisa extremamente estreito e uma cabine feita sob medida. O motorista ocupa praticamente o centro do veículo, enquanto o volante e os demais comandos precisaram ser adaptados ao espaço disponível. Marazzi chegou a usar a largura do próprio corpo como referência durante o desenvolvimento.

O título concedido pelo Guinness é específico para o “carro dirigível mais estreito do mundo”. Portanto, não bastava apresentar uma escultura ou uma carroceria modificada: o Panda precisava se deslocar, mudar de direção e parar utilizando seus próprios sistemas.

Com a inclusão na edição Guinness World Records 2027, o reconhecimento oficial conclui o objetivo anunciado por Marazzi quando o projeto se tornou viral em 2025. O carro continuará sendo levado a feiras, exposições e demonstrações, mas não foi desenvolvido nem homologado para circular normalmente pelas ruas.

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