CEO da Editora Globo frequentou festas privadas de Vorcaro com ucranianas refugiadas de guerra
Mensagens obtidas pela PF mostram a relação de proximidade entre Frederic Kachar e Daniel Vorcaro, ex-dono do Master

Foto: Reprodução
Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam a proximidade entre Frederic Kachar, CEO da Editora Globo, e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com convites para festas privadas, comentários sobre atrizes da emissora e conversas com reclamações sobre reportagens feitas pela jornalista Malu Gaspar relacionadas ao banco.
Em um dos diálogos, Vorcaro convidou Kachar para uma festa "sem celular" e "sem risco". "Você é meu convidado de honra", escreveu. “É nessa que eu vou”, respondeu o executivo.

Em outra conversa, os dois fazem menção a uma festa com mulheres ucranianas. Em outras conversas de Vorcaro, é possível saber que essas ucranianas eram refugiadas da guerra. Após participar de um dos eventos, Kachar agradece Vorcaro: “Será que alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou?”. Na sequência, o ex-banqueiro contou que dormiu apenas três horas e o executivo brincou: “Se eu faço isso, saio de ambulância do quarto”.
As mensagens surgem após uma reportagem do UOL revelar que Vorcaro é investigado por financiar uma rede de prostituição com estrangeiras, entre elas refugiadas ucranianas.

Comentários sobre atrizes globais
Em um dos diálogos sobre o Baile da Vogue, Kachar comenta que a atriz e apresentadora Sabrina Sato estava "pra jogo". Além dela, ele também citou Débora Secco e afirmou: "Eu só olhava pra bunda dela".
Vorcaro disse que a atriz estava "muito feia" ao criticar sua fantasia. Kachar então respondeu que ela queria curtir solteira.

Reclamações sobre jornalista
Em abril de 2025, Vorcaro manda uma mensagem para o executivo reclamando de uma reportagem da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, sobre gestores do Master que respondiam a processos por suspeitas de fraudes. “Isso é sacanagem demais, Fred”, escreveu. “Diminui muito o jornalismo da Globo”, acrescentou.
Ao responder o amigo, Kachar disse que o estilo de escrita de Malu é "cansativo e desnecessário" e prometeu conversar com a profissional.
Vorcaro disse que se sentia retratado como integrante do PCC ou de uma organização criminosa. "Me pinta como se eu fosse um membro do PCC ou de alguma organização criminosa e esquece toda e qualquer coisa que fizemos de bom". Kachar ponderou: “Mas a Malu é livre. Ninguém a escala”.



