Cesta básica sobe em 17 capitais em dezembro, aponta levantamento do Dieese
Pesquisa nacional indica alta puxada principalmente pela carne bovina

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
O custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras em dezembro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). João Pessoa foi a única capital onde o preço médio permaneceu estável, enquanto as demais registraram redução no período.
A maior variação positiva foi observada em Maceió, com alta de 3,19%. Na sequência aparecem Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). Em contrapartida, as quedas mais expressivas ocorreram na região Norte, lideradas por Porto Velho, onde a cesta básica ficou 3,60% mais barata. Também apresentaram recuo Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).
Segundo o levantamento, um dos principais fatores de pressão sobre os preços foi a carne bovina de primeira, que registrou aumento em 25 das 27 capitais analisadas. O Dieese aponta que a elevação está associada ao crescimento da demanda interna e externa, aliado à oferta restrita do produto no mercado.
Outro item que contribuiu para o encarecimento da cesta foi a batata, que apresentou alta em praticamente todo o país. A exceção foi Porto Alegre, onde o preço caiu 3,57%. No Rio de Janeiro, por outro lado, o aumento chegou a 24,10%, resultado atribuído às chuvas e ao encerramento do período de colheita.
São Paulo manteve o posto de capital com a cesta básica mais cara do Brasil, com custo médio de R$ 845,95. Em seguida aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Já os menores valores médios foram registrados em capitais do Norte e do Nordeste, como Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10), onde a composição da cesta é diferente.
Com base no valor da cesta mais cara do país e na previsão constitucional de que o salário-mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer, o Dieese estimou que, em dezembro, o salário-mínimo necessário deveria ser de R$ 7.106,83. O valor corresponde a 4,68 vezes o mínimo vigente, fixado em R$ 1.518,00.


