Comissão da escala 6x1 ouvirá Boulos e Dario Durigan nesta semana
Tanto Durigan quanto Boulos devem defender o modelo proposto pelo governo federal

Foto: Reprodução/CâmaradosDeputados
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, serão ouvidos nesta semana pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6x1. A primeira audiência está marcada para terça-feira (12), às 16h30.
Os dois participaram de audiências públicas para debater os impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil e as formas de implementação da medida defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dario Durigan será o primeiro a participar da comissão, na terça-feira.
O ministro foi convidado para discutir os impactos econômicos do fim da escala 6x1 e deve apresentar estudos da equipe econômica sobre os efeitos da proposta. Luciana Mendes, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e José Dari, professor do Instituto de Economia da Unicamp e diretor do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (CESIT) também foram convidados para a audiência.
Guilherme Boulos irá participar do debate na quarta-feira (13), às 14h. O ministro deve abordar os impactos sociais da redução da jornada e a importância do diálogo entre governo, trabalhadores e empresas para a implementação da medida.
Além de Guilherme, também devem participar da audiência: o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Adriana Marcolino, diretora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Tanto Durigan quanto Boulos devem defender o modelo proposto pelo governo federal, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial. A expectativa da comissão é que o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que é relator do caso, seja apresentado em 20 de maio e votado em 26 do mesmo mês.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar a proposta em dois turnos até o fim de maio.


