CPI do Crime Organizado aprova convocação de Ibaneis, Cláudio Castro e Campos Neto
Comissão também aprovou a quebra de sigilo do fundo Laguz I, após indícios de lavagem de dinheiro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil | Tomaz Silva/Agência Brasil | Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ex-diretor do Banco Central, Renato Dias de Brito Gomes, e os ex-governadores Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, serão intimados a depor na CPI do Crime Organizado. A convocação foi aprovada pela comissão em sessão desta terça-feira (31).
As solicitações de convocação foram apresentadas pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Além disso, foram aprovados requerimentos que pediam o depoimento do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) Macário Ramos Júdice Neto, preso por ligação com o crime organizado no Rio.
Castro e Ibaneis já haviam sido convidados para outras duas reuniões, agendadas para dezembro e fevereiro, mas não compareceram. Segundo Vieira, Ibaneis deve esclarecer as negociações para a compra do Banco Master, liquidado pelo Banco Central no último ano por fraudes financeiras, pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Já Castro deverá falar sobre a situação do Rio, que, segundo o relator, "tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país".
A CPI também aprovou a quebra de sigilo do fundo Laguz I após serem identificados contratos milionários com o escritório de advocacia de Ibaneis. Segundo relatórios de inteligência, operações realizadas em 2023 somam cerca de R$ 43 milhões em movimentações entre o escritório e o Laguz I.
O requerimento aprovado concede acesso a dados bancários, fiscais, telefônicos, telemáticos e relatórios do Coaf entre os anos de 2019 e 2026, com a justificativa de que indícios apontam o uso de FIDCs para lavagem de dinheiro.


