Defesa de Cláudio Castro se diz 'surpresa' com pedido de busca e apreensão contra ex-governador
Segundo os advogados, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações à Justiça

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se manifestou nesta sexta-feira (15) após ele ser alvo de busca e apreensão da Operação Sem Refino, realizada pela Polícia Federal. A investigação apura a atuação de um conglomerado econômico de ramo de combustíveis suspeito de usar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial ao exterior.
Segundo a defesa, a operação foi uma surpresa e eles ainda não têm conhecimento do "objeto do pedido de busca e apreensão".
“Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes”, diz a nota.
No texto, os advogados ainda informam que a gestão de Castro foi a “única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador”.
Veja na íntegra
“Nota Caso Refit
A defesa do ex-governador do Rio Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está à disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura.
Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes.
É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, a gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão.
Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento.
Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) ingressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado”.
SAIBA MAIS
Lula chama Magro de 'grande chefe do crime organizado' e afirma ter pedido ajuda a Trump
Desembargador do TJRJ ligado a decisões da Refit é alvo da mesma operação que Cláudio Castro
Quem é Ricardo Magro, alvo de operação da Polícia Federal


