“Democracia não pode conviver com encontros às sombras”, diz Alden sobre reunião de Lula com dono do Banco Master
Deputado federal baiano cobra investigação rigorosa sobre caso

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O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da bancada de oposição na Câmara, afirmou nesta quarta-feira (28), em entrevista ao Farol da Bahia, que o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, “levanta graves questionamentos sobre a relação entre o poder político e interesses privados”.
A declaração ocorre após vir à tona a informação de que Lula se reuniu com Vorcaro em dezembro de 2024, em um encontro fora da agenda presidencial. Meses depois, em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Para Alden, o episódio não pode ser tratado como um fato irrelevante.
“Trata-se de um dos maiores escândalos financeiros em apuração no país. Uma reunião fora da agenda oficial não pode ser vista como algo isolado ou irrelevante. Transparência não é favor, é obrigação. Quem não deve, não se esconde”, afirmou o parlamentar.
Alden também criticou a atuação do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master por meio de contrato no valor de R$ 250 mil mensais.
“Há informações de que o Banco Master teria pago R$ 5 milhões ao escritório ligado a Ricardo Lewandowski, inclusive durante o período em que ele já exercia o cargo de ministro no governo Lula. O Brasil precisa de respostas claras, apuração rigorosa e igualdade de tratamento. A democracia não pode conviver com encontros às sombras, blindagens seletivas e dois pesos, duas medidas. Seguiremos cobrando esclarecimentos”, concluiu.


