Denúncias colocam em xeque Isabela Suarez e luta pelo meio ambiente
De acordo com os relatos, as ilhas sofrem com a devastação ambiental há anos.

Foto: Divulgação
O Farol da Bahia recebeu de moradores da Ilha dos Frades e da Ilha de Bom Jesus denúncias de que as ilhas vêm sendo alvos constantes de desmatamentos de manguezais. Segundo as fontes, há enterrado em um local específico um enorme cemitério onde toda a vegetação extraída ilegalmente da região está oculta.
De acordo com os relatos, as ilhas sofrem com a devastação ambiental há anos. Os moradores afirmam que tanto a Secretaria do Meio Ambiente - liderada por Eduardo Sodré, envolvido no caso do Banco Master - quanto o prefeito Bruno Reis têm feito "vistas grossas" para o vilipêndio ambiental ocorrido no local. Recentemente, o prefeito de Salvador, junto à gestora da Fundação Bahia Viva, Isabela Suarez, inaugurou um "belvedere" na Ilha de Bom Jesus, recebendo inúmeras críticas nas redes sociais sob a acusação de estar "cimentando" as belezas naturais do lugar. (Matéria segue abaixo)
Crédito: Instagram A Tarde
Uma moradora, que teme se identificar por medo, afirmou: "A Fundação Bahia Viva, presidida pela empresária e presidente da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez - que recebe prêmios por se dizer a 'protetora do meio ambiente' -, participa ativamente do comando destes lugares e trabalha para que as ilhas fiquem cada vez mais cimentadas, propícias à especulação imobiliária e ao "comércio controlado'". A denunciante diz se sentir "apavorada", pois sabe que todas as pessoas "descobertas" denunciando sofreram represálias e ameaças de morte.
A vereadora e candidata a deputada federal Eliete Paraguassu tem denunciado constantemente os abusos cometidos nas ilhas. Recentemente, em um podcast, ela revelou que teve que sair do Brasil por medo de ser morta, simplesmente pelo fato de não se aliar aos responsáveis pela destruição da natureza na região, que ameaçam a população e acabam com a vida pacata e simples que muitos desejam manter.

Segundo a ativista e também candidata a deputada federal Vilma Reis, ela teve que ajudar Eliete a fugir escondida, pois "havia homens esperando por Eliete, e ninguém sabe o que poderia ter acontecido caso ela não tivesse sido acolhida por uma ONG internacional e saído do Brasil por algum tempo". Eliete Paraguassu também registrou ocorrência policial na Delegacia de Reparação Racial contra o jornal A Tarde, por publicar notas mentirosas e caluniosas em uma coluna conhecida como "O Carrasco".
A onda de ataques, segundo matéria publicada no site ICL, foi iniciada após a apresentação de projetos de preservação ambiental e de impedimento da degradação - práticas atribuídas à empresa Bahia Terminais, do empresário Carlos Suarez. O comentário geral em Salvador é que o "dono oculto" do jornal A Tarde seria o próprio Suarez, que usaria o veículo para amedrontar adversários e opositores com notas e matérias capazes de prejudicá-los financeira ou moralmente. O Farol da Bahia tentou contato com Isabela Suarez para entender as denúncias e garantir o direito de resposta, mas não obteve retorno.
Francisco Bastos, advogado e um dos proprietários da Ilha dos Frades, também foi procurado e afirmou que, há mais de 10 anos, deixou de frequentar a ilha devido a desavenças com o sócio, Carlos Suarez (pai de Isabela), justamente por causa da devastação ambiental ocorrida no local, o que gerou diversos processos. O advogado informou ainda que as empresas das quais a Ilha dos Frades faz parte estão em "estado de liquidação" e que, "apesar de querer se livrar" da situação, essa demanda judicial deve demorar pelo menos mais 30 anos.
O Farol da Bahia apurou que diversas denúncias foram protocoladas no Ministério Público Federal e que algumas delas vêm sendo respondidas pelos responsáveis pelas ilhas e seus diretores, a exemplo do advogado André Teixeira, que trabalha diretamente com Carlos e Isabela Suarez. Recentemente, outros diretores — Walter Sejo e Eduardo Senai, ligados à família Suarez - foram presos em desdobramentos de investigações ligadas ao Porto de Aratu.O espaço permanece aberto para manifestações.
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