Deputada bolsonarista que fez 'blackface' se declarou parda na campanha eleitoral de 2022; Erika Hilton pede investigação
Segundo dado do TSE, a parlamentar recebeu verbas vinculadas a cotas raciais

Foto: Reprodução/ Portal DivulgaCand do TSE
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), que é acusada de blackface e transfobia após pintar o rosto e corpo simulando pele negra na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), se declarou parda na campanha eleitoral de 2022.
Nesta quinta-feira (19), a deputada Erika Hilton acionou a Justiça Eleitoral, pedindo a instauração de inquérito policial. Segundo a peça apresentada por Hilton, a autodeclaração fez com que Fabiana tivesse acesso a verbas públicas de campanha vinculadas às cotas raciais.
Segundo dados do DivulgaCand, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022, a parlamentar recebeu R$ 1 milhão da direção nacional do PL e R$ 12 mil da direção estadual.
Para Hilton, a autodeclaração foi feita de forma indevida, o que configuraria o crime de falsidade ideológica eleitoral, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral.
A mudança veio após a campanha de 2020, quando a deputada do PL concorreu e ganhou a eleição para vice-prefeita do município de Barrinha (SP). Nesta ocasião, Fabiana se declarou branca.
Já nas campanhas de 2022, quando concorreu ao cargo de deputada estadual, a parlamentar se declarou parda e adotou o nome Bolsonaro, mesmo não possuindo parentesco com a família do ex-presidente.
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