Dia mundial da conscientização do autismo: data busca tornar a sociedade mais inclusiva
Profissionais explicam como promover a conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA)

Foto: Freepik
*Por Pedro Mendonça
Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, o dia 2 de abril é definido como o Dia mundial da Conscientização do Autismo, transtorno no qual o indivíduo tem dificuldade na comunicação e interação social.
Essa data foi escolhida com o objetivo de conscientizar a população para ajudar a reduzir a discriminação e o preconceito com as pessoas que possuem o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Ainda hoje, muitas pessoas ainda não conhecem muito bem a respeito do autismo e isso prejudica a inclusão em toda a sociedade.
Milena Pondé, psiquiatra especialista em autismo, destaca que “o que falta para a verdadeira inclusão é que as pessoas ainda precisam aceitar que as pessoas são diferentes umas das outras”.
“As pessoas se sentem adaptadas a um ambiente quando as atividades são adaptadas e exigem um espaço de acolhimento. Acho que a inclusão precisa ser repensada para que de fato as pessoas se sentem confortadas em um ambiente adequado”, relata Milena sobre a inclusão de autistas em toda a vida.
Sara Figueiredo, psicóloga que atende muitas pessoas com autismo, esclarece que as primeiras inclusões começam pelas famílias.
“As famílias projetam a vida dessa criança com algo diferente do que era esperado, a inclusão começa pelas famílias que podem aceitar como o filho deles se comporta e os pais e os familiares precisam acolher o filho com amor” relata Sara.
Para a psicóloga, o maior desafio que as famílias enfrentam é preparar os filhos para o futuro, “pois acredita que autistas também podem se cuidar e se preparar para os desafios que a vida apresenta”.


