Diagnóstico de lipedema de Rafa Brites reforça alerta sobre doença que também afeta mulheres magras!
Dr. Carlos Tagliari esclarece que o lipedema é uma condição crônica, frequentemente subdiagnosticada, e que não está necessariamente ligado ao excesso de peso

Foto: Redes Sociais
O recente relato da apresentadora Rafa Brites sobre o diagnóstico de lipedema reacendeu um debate importante: a condição, muitas vezes associada equivocadamente apenas ao sobrepeso, também pode afetar mulheres magras e com aparência saudável. A revelação trouxe visibilidade a uma doença ainda pouco compreendida, apesar de sua alta incidência entre o público feminino.
De acordo com o cirurgião plástico, Dr. Carlos Tagliari, o lipedema é uma alteração crônica do tecido adiposo, com características próprias e evolução progressiva. “O lipedema não é simplesmente gordura localizada ou resultado de sedentarismo. Trata-se de uma doença com componente inflamatório e vascular, que provoca acúmulo desproporcional de gordura, principalmente em pernas e braços, muitas vezes acompanhado de dor, sensibilidade e inchaço”, explica o especialista.
Segundo o médico, um dos principais equívocos é associar a condição exclusivamente ao ganho de peso. “É um mito acreditar que apenas pessoas acima do peso desenvolvem lipedema. Muitas pacientes são magras, têm hábitos saudáveis e, ainda assim, apresentam a doença. Isso acontece porque o lipedema não está relacionado apenas ao estilo de vida, mas a fatores hormonais, genéticos e inflamatórios”, afirma.
O diagnóstico, como no caso relatado por Rafa, exige avaliação clínica detalhada e, em muitos casos, exames complementares. “O diagnóstico é essencialmente clínico, feito por um médico experiente, mas exames de imagem podem ajudar a diferenciar o lipedema de outras condições, como linfedema ou gordura comum. O histórico da paciente e os sintomas são determinantes”, pontua Tagliari.
O especialista destaca ainda que o tratamento varia conforme o estágio e os sintomas, podendo envolver medidas conservadoras e, em alguns casos, abordagem cirúrgica. “O tratamento inclui mudanças no estilo de vida, uso de meias compressivas, acompanhamento multidisciplinar e, quando indicado, a cirurgia pode remover o tecido adiposo doente. O objetivo não é apenas estético, mas principalmente funcional, reduzindo dor, melhorando a mobilidade e a qualidade de vida”, explica.
Para o cirurgião plástico, a visibilidade trazida por figuras públicas contribui diretamente para o diagnóstico precoce de outras pacientes. “Quando uma pessoa pública compartilha o diagnóstico, ela ajuda a quebrar estigmas e amplia o acesso à informação. Muitas mulheres convivem com os sintomas por anos sem saber que se trata de uma doença real e tratável”, conclui.
Casada com o apresentador Felipe Andreoli, Rafa Brites reforçou em suas redes sociais que o diagnóstico foi feito após investigação médica criteriosa, um passo fundamental para o controle adequado da condição e para conscientizar o público sobre uma doença que vai muito além da estética.


