Direita ou Extrema Direita: o muro mudou mas ACMNeto segue sentado nele!

Foto: Farol da Bahia/Imagem gerada com IA
O cenário político baiano para 2026 desenha-se como uma repetição do "desequilibrismo estratégico" de ACM Neto, que busca navegar entre a hegemonia petista no estado e a fragmentação da direita nacional.
Ao evitar citar nomes como o de Flávio Bolsonaro e preferir o refúgio da aliança com Ronaldo Caiado e outros, Neto tenta desesperadamente descolar sua imagem da "pecha" de bolsonarista, temendo a rejeição que o ex-presidente enfrenta em solo baiano.
No entanto, essa tática de neutralidade, que em 2022 gerou confusão com os santinhos "Neto/Lula" e questionamentos judiciais, parece cada vez mais difícil de se sustentar.
Diferente do pleito passado, o afunilamento ideológico e a presença do União Brasil na base do governo federal tornam o "muro" um lugar desconfortável e perigoso. Enquanto o PT já tem seu terreno demarcado e a extrema direita busca um protagonista fiel, Neto arrisca ser visto como um candidato sem identidade clara, tentando agradar a gregos e troianos em um estado onde a polarização costuma cobrar definições nítidas!
O grande desafio será descobrir se a pressão das urnas o obrigará a assumir o campo bolsonarista para tentar romper o ciclo petista na Bahia e se ele terá "coragem ideológica" para "militar" pautas como a anistia de Bolsonaro, ao lado de Flávio...
E ainda temos a pergunta que insiste em não ir embora: até quando o confortável legado familiar de Neto e uma aprovação em Salvador — mantida sob cuidadosa redoma mas afetada pela recente queda de popularidade de Bruno Reis — conseguirão sustentar uma candidatura que se recusa a pisar no mundo real da política nacional?
O eleitor baiano, conhecido por não ter muita paciência para quem "fica em cima do muro", costuma saber exatamente de que lado da mesa está sentado... Resta saber se o candidato também sabe!

O Santinho "Neto/Lula"


