Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, pede anulação de condenação e alega "provas falsas"

Foto: Arthur Max/MRE
A defesa de Filipe Garcia Martins, ex-assessor da Presidência no governo de Jair Bolsonaro (PL), apresentou nesta terça-feira (17), recurso contra o acórdão que o condenou a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Os advogados alegam que a decisão teria se baseado em "provas falsas" fornecidas pela Polícia Federal.
Martins está preso desde 2 de janeiro de 2026. Na decisão, expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, a decisão ocorreu devido ao ex-assessor ter burlado as medidas cautelares ao acessar o LinkedIn, a defesa nega.
O ex-assessor foi condenado por unanimidade em 16 de dezembro pela 1ª Turma do STF por auxiliar Bolsonaro na elaboração de um plano de golpe de Estado. A defesa alega "incompetência" do SF para julgar o caso, porque o réu não teria foro privilegiado.
Os advogados afirmam que há inconsistências nos dados de geolocalização reunidos no inquérito, além de incertezas nos depoimentos de testemunhas sobre a participação de Martins.


