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Governo Lula deve bater recorde de saídas de ministros para disputar eleições; pelo menos 16 titulares devem deixar as pastas

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, foram 10 trocas, mesmo número observando no mandato da ex-presidente Dilma Rousseff

Por Da Redação
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Governo Lula deve bater recorde de saídas de ministros para disputar eleições; pelo menos 16 titulares devem deixar as pastas

Foto: Reprodução/FabioPozzebom/AgênciaBrasil

Com as eleições de outubro deste ano, pelo menos 16 ministros devem deixar as pastas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana. O número ainda pode subir, uma vez que a situação de quatro ministros ainda não está definida. O terceiro mandado de Lula deve bater o recorde de saídas de ministros para disputar as eleições. 

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022, foram 10 trocas, mesmo número observado nos últimos anos de mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014, e do segundo governo de Lula, em 2010. 

O prazo para a desincompatibilização de cargos públicos para disputar as eleições termina no próximo sábado (4), mas Lula fará uma reunião nesta terça-feira (31) com os atuais ministros e os substitutos. Este elevado número de saídas neste ano tem dois motivos principais: 

Para melhorar a governabilidade, Lula montou um gabinete com muitos ministros, de vários partidos, que foram eleitos para o Legislativo em 2022 e agora vão tentar se eleger novamente;

O presidente escalou seus principais auxiliares para disputar as eleições, seja para ajudá-lo a conseguir votos nos estados ou para tentar impedir que a oposição eleja muitos senadores.

Auxiliares do presidente informaram que ele quer minimizar a possibilidade de que as trocas atrapalhem o andamento do funcionamento do governo. Por isso, Lula se manifestou com os aliados que deseja em alguém com experiência no Legislativo, ou seja, que já tenha cumprido mandato como senador ou deputado. 

Na maioria dos casos, os secretários-executivos dos ministérios – que estão logo abaixo dos atuais titulares na hierarquia das pastas – foram escolhidos para substituir os ministros. No entanto, há algumas exceções como Bruno Moretti, que hoje é secretário de Análise Governamental da Casa Civil. 

O nome de Bruno é citado por auxiliares de Lula para ocupar a vaga de Simone Tebet (PSB) no Ministério do Planejamento e Orçamento. Para substituir Gleisi Hoffmann (PT) na articulação política, o nome dado como certo era o do chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, Olavo Noleto. 

A própria ministra a qualificou como um "sucessor natural". Mesmo o presidente exigindo experiência, Noleto ainda não está descartado. Confira abaixo os ministros com saída confirmada: 

Podem disputar governos estaduais

Fernando Haddad (PT), da Fazenda, já deixou o governo e lançou pré-candidatura ao governo de São Paulo;

Renan Filho (MDB), dos Transportes, deve disputar o governo de Alagoas, onde já foi governador por dois mandatos.

Podem disputar o Senado

Rui Costa (PT), da Casa Civil, concorrerá ao Senado na Bahia, estado que governou por oito anos;

Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, já foi senadora pelo Paraná e deve disputar uma das duas vagas no mesmo estado;

Simone Tebet (PSB), do Planejamento, mudou do MDB para o PSB e também o domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo, pode fazer parte da chapa de Haddad;

Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, pode mudar de partido e também se lançar ao Senado por São Paulo;

André Fufuca (PP), do Esporte, é deputado atualmente e deve ser candidato ao Senado pelo Maranhão;

Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, foi exonerado para tirar vaga da oposição na CPMI do INSS na sexta-feira (27) e disputará reeleição em Mato Grosso.

Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional, pode disputar o Senado no Amapá, onde já foi governador.

Podem disputar vaga na Câmara dos Deputados

Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos, mantinha o desejo de ser candidato ao Senado por Pernambuco, mas deve se candidatar à reeleição para deputado;

Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário, vai disputar a reeleição por São Paulo;

Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial, vai disputar sua primeira eleição disputando uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro;

Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas, disputará a reeleição por São Paulo.

Pode disputar vaga nas assembleias estaduais

Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos, deve concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Devem ajudar nas campanhas

Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior, deve ser o vice novamente, além disso, deve ajudar na campanha estadual da chapa de Lula em São Paulo;

Camilo Santana (PT), da Educação, deve coordenar a campanha de Elmano Freitas (PT) ao governo do Ceará, mas também pode ser o candidato do partido ao cargo.

Situação indefinida

Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, deseja disputar uma vaga ao Senado em São Paulo, mas também é cotado para substituir Alckmin no MDIC;

Wolney Queiroz (PDT), da Previdência, estuda concorrer ao cargo de deputado federal em Pernambuco, embora o cenário mais provável seja a permanência no ministério;

Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia, pode ser candidato ao Senado em Minas Gerais ou seguir no governo para lidar com a crise dos combustíveis;

Luciana Santos (PC do B), da Ciência e Tecnologia, que pode concorrer a algum cargo em seu estado natal, Pernambuco.

Outro ministro que deixará o governo, mas não para disputar um cargo nas eleições, é o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que irá atuar como marqueteiro na campanha de Lula. A previsão é que ele deixe o governo apenas no meio do ano.
 

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