Investimento de artista garante continuidade de escola afro-brasileira em Salvador
Donas do local fizeram o anúncio por meio do Instagram, nesta sexta-feira (9), dois dias após comunicarem que precisariam encerrar as atividade.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Donas do local fizeram o anúncio por meio do Instagram, nesta sexta-feira (9), dois dias após comunicarem que precisariam encerrar as atividade.
A Escola Afro-brasileira Maria Felipa, em Salvador, seguirá em funcionamento após receber um aporte financeiro de um artista baiano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9) pela escritora Bárbara Karine e pela especialista em Economia Criativa Maju Passos, sócio-fundadoras da instituição, dois dias depois de comunicarem publicamente a possibilidade de encerramento das atividades na capital baiana.
Considerada a primeira escola de educação infantil do país com foco antirracista, a Maria Felipa enfrentava dificuldades para manter a sustentabilidade financeira.
Segundo as gestoras, o cenário levou à decisão de fechar a unidade de Salvador, após anos de tentativas para equilibrar o orçamento. O anúncio gerou mobilização de trabalhadores da escola, que realizaram um ato no Porto da Barra na quinta-feira (8).
Após a manifestação, um artista baiano entrou em contato com as fundadoras e se dispôs a contribuir financeiramente para evitar o fechamento. De acordo com Bárbara Karine, o apoio marcou uma reviravolta no processo e abriu caminho para a construção de alternativas que permitissem a continuidade do projeto educacional.
O investimento feito pelo artista foi de R$ 400 mil, valor que cobre parte das despesas necessárias para a retomada das atividades. Ainda segundo as gestoras, o orçamento total estimado para garantir o funcionamento da escola em 2026 é de R$ 600 mil. Para completar o montante, foi criada uma campanha de arrecadação coletiva.
Com a reorganização administrativa, a escola passará a operar por meio do CNPJ do Instituto Brasileiro Maria Felipa, criado em 2023. Atualmente, cerca de metade das crianças matriculadas na instituição são bolsistas.
A Escola Afro-brasileira Maria Felipa atua em Salvador há nove anos, sendo sete deles como anos letivos regulares. Antes do investimento, as fundadoras haviam informado que concentrariam as atividades apenas na unidade do Rio de Janeiro, que apresenta crescimento e caminha para a autossuficiência financeira, com aumento expressivo no número de matrículas no último ano.


