Lula deve voltar ao Nordeste antes do primeiro turno após pedido de aliado; saiba mais

Visita ao estado contraria orientação inicial da equipe de campanha

Por Da Redação
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Lula deve voltar ao Nordeste antes do primeiro turno após pedido de aliado; saiba mais

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) deve voltar ao Nordeste antes do primeiro turno, após retorno do petista ao Brasil, ao fim de sua agenda em Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU. 

O estado em questão é Pernambuco. A ideia da visita acontece após pedidos da equipe do ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), que concorre ao governo do estado. Campos conta com o apoio de Lula na disputa, mesmo diante de acenos da atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), ao presidente. Em 2022, Lula teve 66,9% dos votos válidos em Pernambuco, diante de 33% de Jair Bolsonaro (PL).

A decisão de Lula de ir a Pernambuco vai contra decisão da equipe de campanha do presidente. A avaliação é que ele deveria evitar estados onde mais de um candidato apoia sua reeleição, para evitar ruídos e indisposição com eles, considerando que será um pleito acirrado e o presidente não pode perder apoio. 

A tese era defendida principalmente por membros do PT e do governo próximos a Raquel Lyra, incluindo o candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT). 

A decisão acontece também diante dos resultados recentes de pesquisas de intenção de voto em Pernambuco. João Campos agora tem uma menor diferença diante da adversária. Em pesquisa Datafolha divulgada no último dia 11, Lyra aparecia à frente do ex-prefeito de Recife com 47% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Campos aparecia com 42%. Em agosto, a diferença era maior: Campos tinha 40% das intenções de voto, enquanto Lyra já possuía 47%.

O cenário eleitoral em Pernambuco tem sido marcado por trocas de acusações entre os candidatos sobre atuação irregular nas redes sociais. Ambos também buscam o apoio de Lula no estado. Em junho, o presidente chegou a gravar um vídeo para declarar apoio a João Campos, uma semana depois do presidente do PT e coordenador de campanha de Lula, Edinho Silva, desautorizar publicamente uma declaração de Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, de que Lula teria um duplo palanque em Pernambuco. 

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