Lula tem 39%, e Flávio Bolsonaro, 34% no 1º turno, aponta Quaest

O petista tinha 37% no levantamento publicado na semana passada, ante 33% do filho de Jair Bolsonaro (PL)

Por FolhaPress
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Lula tem 39%, e Flávio Bolsonaro, 34% no 1º turno, aponta Quaest

Foto: Reprodução

MARINA COSTA - O presidente Lula (PT) registra 39% das intenções de voto para o primeiro turno, marcado para o próximo domingo (4), contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28).

O petista tinha 37% no levantamento publicado na semana passada, ante 33% do filho de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.

No segundo turno, o atual mandatário e o candidato do PL estão numericamente empatados e marcam 42%. O cenário é de estabilidade com em relação à rodada anterior, quando os presidenciáveis apareciam em empate técnico, com 41% de Lula e 42% de Flávio Bolsonaro.

Foram entrevistados 2.004 eleitores com 16 anos ou mais de todo o país de quinta-feira (24) a domingo (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-06520/2026.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 4% no primeiro turno (tinha 6%). O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) manteve a marca de 4% que tinha no último levantamento, e Renan Santos (Missão), também manteve 3%.

Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, e Samara Martins (UP) tinham 1% cada. Zema manteve a marca, e Samara não pontuou nesta rodada.

Indecisos são 5%, e 10% dos entrevistados afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão às urnas. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuam.

Na reta final da campanha para o primeiro turno, as equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro intensificaram o incentivo ao voto útil. A movimentação pode ser observada nas oscilações no número de indecisos e na quantidade de votos declarados nos candidatos do segundo pelotão.

O número de eleitores que não sabem em quem irão votar representavam 10% no levantamento do dia 14 de setembro. Agora, eles são 5%. Na mesma data, os demais presidenciáveis (excluindo Lula e Flávio) somavam 16% da inteçõa de voto. Hoje, eles reprsentam 12%.

Olhando para os resultados da última pesquisa Datafolha, em que o placar era de 40% a 36% para o petista no primeiro turno, aliados do presidente avaliaram que a campanha realinhou o prumo e, assim, conseguiu frear o avanço do candidato do PL —que manteve o mesmo percentual em duas rodadas, enquanto Lula registrou uma oscilação positiva de um ponto percentual.

A candidatura tem manifestado preocupação com possíveis interferências dos EUA no pleito. Sem mencionar Washington, Lula abordou a questão na terça-feira (22) em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU.

A campanha do presidente acionou o TSE e o STF (Supremo Tribunal Federal) para ajuizar ação contra Flávio e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sob a acusação de articular uma intervenção com o governo de Donald Trump, e pedir investigações urgentes de ingerências.

A campanha do senador busca alcançar os votos de outros postulantes da direita, como Caiado, Zema e Renan Santos. Pesam contra a candidatura de Flávio as revelações da relação entre ele e o Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Além de pedir dinheiro ao ex-banqueiro para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida do pai, o parlamentar viajou dos Estados Unidos ao Brasil no jato que tinha o dono do Master entre os proprietários em janeiro de 2025, às vésperas da posse de Trump na Presidência dos EUA.

O primeiro turno é antecedido também pela crise no STF, que Flávio Bolsonaro tem buscado explorar politicamente. Integrantes da campanha afirmaram à Folha que o noticiário dominado pelo caso Master e pelos conflitos no STF proporcionou uma maré boa ao parlamentar e que, por isso, o foco do momento é tentar transferir a rejeição do ministro Alexandre de Moraes ao presidente Lula.
 

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