Mulheres denunciam agressões e racismo de ex-patrão em centro empresarial

Vítimas afirmam que sofreram ameaças e ataques físicos e registraram ocorrência na Central de Flagrantes.

Por Da Redação
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Mulheres denunciam agressões e racismo de ex-patrão em centro empresarial

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Duas mulheres denunciaram ter sido agredidas pelo ex-chefe dentro de um centro empresarial em Salvador, na terça-feira (6). Elas também acusam o homem de racismo. Ninguém foi preso e o suspeito nega as acusações. As vítimas, Mônica Freitas e Naiane Ferreira, trabalharam por mais de um ano na empresa do suspeito. Elas afirmam que eram ameaçadas durante reuniões de trabalho e que ouviram do ex-patrão que seriam “mortas” caso deixassem a empresa ou desviassem clientes.

Há cerca de quatro meses, as duas deixaram o emprego, mas continuaram atuando no mesmo edifício comercial onde funciona a empresa do suspeito. Segundo elas, as intimidações continuaram nos corredores, o que as fez considerar registrar queixa, mas desistir por medo.

Em dezembro de 2025, publicações em redes sociais atribuídas ao suspeito chamaram a atenção das ex-funcionárias. Nas imagens, ele compara fotos de confraternizações de 2024 e 2025 e afirma que o “nível melhorou” após uma “clareada” no grupo. As mulheres salvaram as imagens como prova. Ele afirmou que na confraternização de 2024, eu pensou  que estava na Somália, em alusão ao país africano. Durante a confraternização de 2025, segundo ele, o nível melhorou e muito, a foto deu uma boa clareada, é como se estivesse na Argentina. O suspeito nega autoria e diz que as fotos são montagens.

 


 

 

Na terça-feira (6), Mônica contou que caminhava pelo corredor com um cliente quando o ex-patrão esbarrou nela. Em seguida, segundo a vítima, começaram as agressões físicas e verbais. A filha do suspeito também teria participado da confusão. Naiane disse que foi ao local após ouvir gritos e também foi agredida, chegando a cair após um soco na cabeça.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento da briga dentro do prédio. O suspeito afirma que o material foi editado e diz que a confusão começou após a filha dele ser agredida. O caso foi registrado na Central de Flagrantes de Salvador e é investigado como lesão corporal. As denúncias de racismo também serão apuradas.

Em nota, o condomínio do edifício informou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, e afirmou que o episódio é uma situação isolada. A administração disse estar à disposição das autoridades para esclarecimentos.

 

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