PGR pede a condenação de três deputados por desvio de emendas parlamentares
Grupo é autuado por articulações criminosas durante a destinação de recursos públicos

Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Nesta terça-feira (10), a Procuradoria-Geral da União pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene três deputados do PL por desvios de emendas parlamentares que chegam a R$ 1,6 milhão.
A Primeira Turma do STF iniciou o julgamento nesta manhã após a denúncia da PGR contra os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, e ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE).
A procuradoria afirma que Maranhãozinho é o líder das articulações criminosas.
Além deles, outros cinco réus são acusados de corrupção e organização criminosa:
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Thalles Andrade Costa
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João Batista Magalhães
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Adones Gomes Martins
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Abraão Nunes Martins Neto
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Antônio José Silva Rocha
A Procuradoria apontou ao STF que, para destinarem R$ 6,67 milhões de emendas, em 2020, os deputados teriam solicitado ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes, o pagamento de R$ 1,6 milhão — equivalente a 25% do valor das emendas.
Concluídas as sustentações orais, terá início a votação. Vota primeiro o relator, ministro Cristiano Zanin.
Na sequência, o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.
Segundo o ministro Flávio Dino, a ação penal das emendas parlamentares será concluída na terça que vem (17), com horário para início da sessão às 13h.


