Presidente do PT na Bahia nega chapa puro-sangue e mantém disputa aberta pelo Senado
Segundo Tássio Brito, composição precisa do avanl de todos os partidos da base governista

Foto: Farol da Bahia
O presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, negou na tarde desta sexta-feira, 23, que esteja definida a chamada chapa puro-sangue da base governista para as eleições deste ano no estado, que teria apenas petistas na composição.
A formação aventada incluiria o governador Jerônimo Rodrigues (PT) como candidato à reeleição, além do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e do senador Jaques Wagner (PT) como candidatos ao Senado Federal.
Segundo Tássio, a construção da chapa majoritária precisa envolver todos os partidos que integram a base governista e, até o momento, não há qualquer deliberação do grupo que indique o lançamento de uma chapa composta exclusivamente por nomes do PT.
“Não temos chapa puro-sangue. A chapa é formada por uma coalizão de partidos. Nós temos diversos partidos que compõem a nossa base, e qualquer nome para fazer parte da chapa majoritária precisa ser aprovado pelo conjunto de legendas que fazem parte”, afirmou o dirigente petista durante conversa com a imprensa em evento do MST.
Neste momento, há um impasse dentro do grupo governista em torno das vagas ao Senado. São duas cadeiras em disputa para três nomes, já que, além de Rui Costa e Jaques Wagner, o senador Ângelo Coronel (PSD) também reivindica o direito de concorrer à reeleição na chapa majoritária.
Para Tássio, esse problema será resolvido em breve com diálogo. “Não tenho dúvidas de que a maturidade política que esse grupo desenvolveu vai nos permitir encontrar a melhor composição para todo mundo seguir junto e a gente chegar forte à eleição”, garantiu.
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Renovação
Tássio também rebateu críticas de que o PT não avança na renovação política e acaba recorrendo sempre aos mesmos nomes nas disputas eleitorais.
Ao afirmar que essa avaliação é equivocada, citou como exemplo a decisão de Jaques Wagner de não disputar novamente o governo da Bahia em 2022, abrindo espaço para a candidatura de Jerônimo Rodrigues.
“O PT faz um debate sobre renovação que tem a ver com idade e com ideias. Ao longo dos anos, Jaques Wagner tem sido um dos principais porta-vozes de uma política renovada. Ele era o nosso candidato a governador, mas abriu mão para permitir um processo de renovação que elegeu Jerônimo Rodrigues. Nas chapas proporcionais, estamos seguindo pelo mesmo caminho”, concluiu.


