PT confirma candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas na chapa de Lula
Senador evita cravar decisão e ainda não se pronunciou oficialmente

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou nesta sexta-feira (20) que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) será candidato ao governo de Minas Gerais com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da colunista Vitória Alves, do SBT News.
De acordo com as lideranças ouvidas pela colunista, Pacheco teria aceitado o convite do presidente da República para disputar o Executivo estadual. Lula, inclusive, já teria compartilhado com aliados que considera a candidatura como certa após conversa com o senador na última quarta-feira (11).
Apesar disso, interlocutores de Pacheco afirmam que ainda há “um processo de construção e conversa” em andamento e que a decisão definitiva não está formalmente tomada.
Troca de partido em negociação
Para viabilizar a candidatura, Pacheco deverá deixar o Partido Social Democrático (PSD), presidido por Gilberto Kassab. A legenda pretende lançar ao governo mineiro Matheus Simões, atual vice do governador Romeu Zema (Novo).
A tendência é que o senador se filie ao União Brasil. A articulação estaria sendo conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado político de Pacheco. A avaliação de aliados é que o União Brasil oferece estrutura partidária mais robusta em Minas e maior capacidade de articulação nacional para sustentar a candidatura.
Minas Gerais é considerado um dos principais colégios eleitorais do país e peça-chave na disputa presidencial. No segundo turno das eleições de 2022, Lula obteve 50,20% dos votos válidos no estado, contra 49,80% de Jair Bolsonaro.
Segundo a colunista nos bastidores, Pacheco é tratado como aposta estratégica de Lula para fortalecer o palanque petista em Minas e ampliar a mobilização em torno do projeto presidencial.
Caso a candidatura seja oficializada, a composição para o Senado também começa a ser desenhada. Um dos nomes cotados é o da prefeita de Contagem, Marília Campos. A segunda vaga é disputada entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Embora Lula já trate o cenário como definido, Pacheco mantém publicamente o discurso de cautela e afirma a aliados que ainda não tomou a decisão final sobre entrar na disputa.


