Randerson Leal prevê apoio da oposição a Alexandre Aleluia para a presidência da Câmara de Salvador

Foto: Foto: Assessoria do vereador
Cotado para presidir a Câmara Municipal de Salvador, o vereador Alexandre Aleluia (Novo) deve receber o apoio da bancada de oposição. Em entrevista ao Farol da Bahia nesta terça-feira (3), o líder da oposição, Randerson Leal (Podemos), confirmou que o bloco esteve reunido com o parlamentar para alinhar os termos de um eventual apoio.
"Tivemos uma reunião com ele, toda a bancada de oposição, com exceção do PSOL, que não quis participar. Apresentamos as nossas pautas e cobramos o compromisso sobre como seria a gestão dele caso seja efetivado e vença a eleição. Ele foi muito positivo em relação às nossas reivindicações, garantindo o cumprimento do regimento, a independência da Câmara em relação ao Palácio Tomé de Souza e o protagonismo da Casa na votação de projetos oriundos dos próprios vereadores", afirmou Randerson.
De acordo com o líder da oposição, entre os compromissos assumidos por Alexandre Aleluia estão a aceleração da regulamentação das emendas parlamentares e uma distribuição mais proporcional dos espaços nas comissões temáticas da Casa.
"Diante da palavra dele, o retorno foi positivo para as nossas pautas. Vamos concluir essa conversa com a bancada ainda hoje. Não queremos tratar a Câmara com radicalismo ou extremismo. Até porque, se nos isolarmos demais, ficamos sem espaço nas comissões, onde ocorrem as discussões de fato", explicou.
Randerson Leal destacou ainda a postura pragmática do grupo diante da maioria governista no legislativo soteropolitano.
"Eles têm 33 vereadores, então, teoricamente, não precisam de nós para ganhar a eleição. Mas, se estão dando espaço para conversar, demonstram o mínimo de atenção e respeito. Por mais que o Aleluia tenha posições com as quais não concordamos, ele sempre foi regimentalista quando esteve à frente da Casa de Altamir. Se a gente se isolar nos próximos dois anos, sem número para abrir sessão ou obstruir projetos, ficamos fora de comissões importantes, o que, na minha visão, é muito pior", concluiu.


