Relatório técnico do TSE não encontrou fake news no canal "Exército do Lula"
Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação analisou publicações veiculadas entre 2 e 11 de outubro

Foto: BRUNO PERES/ AGÊNCIA BRASIL | Valter Campanato/Agência Brasil
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ao presidente da Corte, o ministro Kassio Nunes Marques, que, após análise técnica, não foram identificadas notícias falsas específicas no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Segundo informado pela equipe, foram analisadas postagens compartilhadas entre 2 e 11 de outubro a pedido de Nunes Marques, com o intuito de verificar se elas trariam "afirmações" de que o candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) "pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família".
Após as apurações, foi concluído que não foram veiculadas publicações desse teor no canal.
O relatório também apontou a um crescimento expressivo da audiência, no qual, entre 5 e 11 de outubro, o número de seguidores saltou de cerca de 5 mil para 3,3 milhões, um aumento de aproximadamente 60 vezes em seis dias.
Ao todo, foram registradas 344 mil encaminhamentos de mensagens de convocação, com orientações para curtir, comentar e compartilhar vídeos antes mesmo de assisti-los, além de ações organizadas para impulsionar hashtags no X, antigo Twitter.
Suspensão e liberação do 'Exército de Lula'
Nunes Marques determinou, no domingo (11), a suspensão, em prazo de três horas, do "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones.
A decisão atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, que acusa o parlamentar de utilizar o canal para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura.
Na decisão, o ministro determinou ainda que a Meta, responsável pelo WhatsApp, apresentasse em até 48 horas informações sobre as medidas adotadas contra o canal, a existência de outros canais administrados por Janones e um relatório das mensagens publicadas, inclusive as apagadas.
O canal voltou a funcionar ainda no domingo (11), após o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspender provisoriamente a decisão que havia determinado o bloqueio da página.
A decisão de Cueva é preliminar e será submetida à análise do plenário do TSE. Apesar de liberar o funcionamento do canal, o corregedor proibiu a divulgação de conteúdos que já tenham sido considerados ilícitos pela Corte, especialmente publicações identificadas como falsas ou gravemente descontextualizadas.


