Réu por corrupção na Operação Faroeste é o 2º maior doador da campanha de Flávio Bolsonaro
Nelson Vigolo é apontado como intregrante de grupo criminoso envolvido em lavagem de dinehiro e corrupção relacionado a compra de sentenças.

Foto: Divulgação | Valter Campanato/Agência Brasil.
O empresário Nelson José Vigolo, réu por formação e integração de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro na Operação Faroeste, é o segundo maior doador individual da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro.
Dos R$ 95,5 milhões repassados para a campanha do candidato, R$1,1 milhão foram doados pelo presidente do Grupo Bom Jesus Agropecuária por meio de duas transferências no dia 13 de outubro, sendo uma de R$ 700 mil e outra de R$ 400 mil.
Apenas o empresário do agronegócio Elói Vitório Marchett, doou mais que Nelson. Em 17 de outubro, Marchett repassou para campanhaR$ 2 milhões através de duas transferências.
Operação Faroeste
A Operação Faroeste é uma ação da Polícia Federal que investiga, desde 2019, um esquema de venda sentenças, formação de quadrilha, grilagens de terra na região Oeste da Bahia. Vários magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) estão envolvidos no caso, entre eles: juiz Sérgio Humberto Sampaio e a desembargadora e ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Maria do Socorro Barreto Santiago, que serão julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (21).
Vigolo é réu por ser integrante de um grupo criminoso, especializado nos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, que atuava na proteção de um grupo econômico que disputava propriedades localizadas na região oeste da Bahia.
O documento que embasou a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), contra ele à Justiça, apontou inclusive o repasse de R$ 1 milhão para parentes e empresas ligadas ao magistrado Sérgio Humberto, sacado de uma conta do empresário pelo advogado Júlio César. O valor teria sido pago para que o juiz se declarasse suspeito e não decidisse de forma desfavoráveis em processos de interesse da empresa de Vigolo.
Três anos depois, em 2024, o empresário acabou fazendo um acordo de delação premiada e garantiu a devolução de R$ 20 milhões referentes à compra de sentenças.
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