Rui Costa destaca mudança de posição do BC em relação ao Banco Master no governo Bolsonaro: 'Quem autorizou foi Campos Neto'
Rui fez um resgate cronológico e apontou decisões tomadas ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução/RadioSociedade
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta sexta-feira (27) que a responsabilidade pelo caso envolvendo o Banco Master é da diretoria do Banco Central. Rui diz que "cabe ao órgão a fiscalização e autorização para funcionamento de instituições financeiras no país".
“Quem tem a obrigação legal de fiscalizar banco nesse país chama-se Banco Central”, declarou o ministro.
A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Sociedade. Rui fez um resgate cronológico da criação do banco e apontou decisões tomadas ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o pedido para aquisição da instituição foi inicialmente negado pelo Banco Central, em fevereiro de 2019, sob a justificativa de falta de capacidade financeira.
No entanto, após a troca na presidência da autarquia e a entrada de Roberto Campos Neto, o parecer teria sido revertido meses depois.
“O Banco Central disse que ele não podia comprar. Depois, em outubro, o relatório muda completamente e autoriza a compra. Quem autorizou foi Campos Neto, no governo Bolsonaro”, disse ele.
Rui Costa também avaliou que não houve fiscalização adequada durante os anos seguintes, período em que o banco teria apresentado crescimento acelerado. Ele afirmou que a situação passou a ser investigada na atual gestão do Banco Central, sob comando de Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


