Sacerdotisa do Candomblé denuncia intolerância religiosa após juiz mandar retirar fotografia de exposição em fórum na Bahia
Uma representação foi protocolada no CNJ contra um juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Camaçari

Foto: Reprodução/Idafro
O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) e a sacerdotisa do Candomblé e escritora Solange Borges acionaram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acusam o juiz da Comarca de Camaçari de intolerância religiosa após a remoção de uma foto da religiosa em uma exposição de um fórum da cidade.
Na representação apresentada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesse quarta-feira (4), o instituto e a religiosa afirmam que a atitude do juiz Cesar Augusto Borges de Andrade, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Camaçari, foi discriminatória, preconceituosa e intolerante.
Uma foto de Solange Borges, que desempenha o papel de Makota no Candomblé, fazia parte da exposição inaugurada no Fórum Clemente Mariani em outubro de 2025. Em 20 de fevereiro deste ano, o magistrado teria solicitado a retirada da imagem, sob o argumento de incompatibilidade com a laicidade estatal.
Cesar Augusto também teria alegado que a imagem poderia representar transtornos para os servidores públicos e advogados que professam outra fé.
Na ação protocolada, o Idafro pede a suspensão do ato do juiz e a reintegração da fotografia à exposição.


