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Servidor da UFRB é condenado após amputar o próprio pé para receber indenização de seguradoras

O homem simulou assalto para mutilação para solicitar indenizações

Por Da Redação
Às

Atualizado
Servidor da UFRB é condenado após amputar o próprio pé para receber indenização de seguradoras

Foto: Divulgação

Um servidor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) foi condenado a cumprir medidas restritivas de direitos após amputar o próprio pé para tentar receber R$1,5 milhão em indenização de seguradoras. 

O caso aconteceu em agosto de 2019 e a primeira sentença saiu ainda em 2024. A defesa do homem entrou com recurso em 2025  mas o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) manteve a condenação. 

A decisão da Vara de Execuções Penais de São Gonçalo dos Campos condenou o servidor, em primeira instância, a dois anos de prisão em regime aberto. Com o trânsito em julgado da condenação, em maio deste ano ele iniciou o cumprimento da pena substituída por 720 horas de prestação de serviço à comunidade e o pagamento de prestação pecuniária no valor de R$7.590. 

A polícia e o Ministério Público constataram o crime de fraude identificando que o homem contratou os seguros e em seguida relatou a mutilação que, segundo ele, foi decorrente de um assalto sofrido em Cruz das Almas. O juiz reconheceu que a proximidade dos fatos e os valores dos seguros indicavam a intenção de obter vantagem.

O caso

O servidor da UFRB alegou ter sido vítima, no dia 10 de julho de 2019, de um assalto na cidade de Cruz das Almas que sucedeu na amputação do seu pé direito. Entre junho e julho do mesmo ano, o homem havia contrato quatro seguros de vida e acidentes em que as apólices somadas previam indenização de cerca de R$1,5 milhão no caso de invalidez do segurado.

Após o registro do ocorrido, antes da liberação do dinheiro, a quantia a ser recebida acionou o sistema de inteligência das seguradoras. Com a Polícia Cívil acionada, as investigações revelaram que o suposto crime, na verdade, foi uma manobra inventada pelo homem para aplicar um golpe nas seguradoras.

Foram identificadas inconsistências nas histórias apresentadas pela vítima. A Polícia encontrou o membro amputado e os pertences "roubados" que o homem havia relatado. 

O golpe resultou na condenação de reclusão por crime de estelionato. 

Segundo o advogado Adriano Scattini, responsável por representar as seguradoras acionadas, "O caso é um dos mais emblemáticos num mercado em que, só em 2024, contabilizou mais de R$ 1,1 bilhão de indenizações evitadas em golpes comprovados".

As perícias identificaram que a amputação do membro não era decorrente de golpes violentos e sim de precisão.
 

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