Suspeitos de matarem duas amigas no sul da Bahia têm prisão preventiva solicitada
Vítimas foram encontradas numa cova em Porto Seguro

Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de suspeitos no envolvimento no feminicídio de Elen Santos da Silva, de 21 anos, e no homicídio qualificado de Tamara Martins Guimarães, de 23 anos.
As duas, que eram amigas, foram encontradas mortas numa cova em abril deste ano, no distrito de Corumbau, em Porto Seguro, no sul do estado.
Após solicitação da prisão, a delegacia aguarda a aprovação das ordens judiciais. A polícia não detalhou quantas pessoas são alvo da ação e também não divulgou detalhes sobre as circunstâncias do crime ou investigações.
A polícia afirmou que aguarda os laudos da perícia feita no local do crime.
Elen e Tamara estavam desaparecidas há quatro dias quando foram encontradas mortas, numa cova feita numa área de mata. No entorno do local, foram encontrados um par de sandálias e um celular, que também passarão por perícia.
As vítimas foram vistas pela última vez no dia 10 de abril, após saírem juntas para um passeio. Familiares informaram que elas planejavam o trajeto entre Corumbau, Prado e Montinho, e posteriormente iriam para Porto Seguro. Elas se deslocavam na motocicleta de Tamara.
Ambas foram sepultadas no dia 16 de abril. Também houve uma carreata em protesto às mortes, antes do velório de Elen. Estiveram presentes moradores, parentes, lideranças indígenas, amigos e apoiadores.
As amigas moravam juntas na Aldeia Xandó, bairro do distrito de Caraíva, também em Porto Seguro. Tamara teria deixado a filha de três anos com a patroa antes de sair com Elen, afirmando que buscaria a criança no dia seguinte. A informação é da TV Santa Cruz.
Elen teria deixado uma carta com uma mensagem direcionada a família. O conteúdo da carta circulou em redes sociais após o desaparecimento das jovens.
No entanto, segundo a mãe de Elen, a cara teria sido escrita durante uma dinâmica realizada na empresa onde ela trabalhava, em que funcionários escreveram mensagens para suas respectivas famílias. A polícia apura o contexto da escrita do documento.


