Vídeo:"Mesmo o colega que esteja envolvido, que teve um filho, não pode estar submetido a esse vexame", diz Gilmar sobre conduta de Mendonça
Relator do Caso Master rebateu chamando Mendes de "leviano"

Foto: Reprodução/TV Senado
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou a condução do Caso Master por André Mendonça de ter viés político-eleitoral e declarou que "até a máfia tem ética" para criticar a postura do colega na condução das provas.
"Mesmo o colega que esteja eventualmente envolvido, que teve um filho, não pode estar submetido a esse tipo de vexame. É uma atitude covarde. Já disse isso em outro momento. Até a máfia tem ética. É preciso ter decência. Não se comporta dessa forma.", declarou o ministro Gilmar Mendes.
O magistrado contestou a restrição que Mendonça impôs sobre o celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sustentando que houve assimetria no acesso ao acervo da investigação.
Segundo Mendes, a provocação é sobre o critério de distribuição dos processos e atuação dos investigadores no Supremo. Ele sustenta que a persecução penal está sendo distribuída pela identidade do investigador.
"A pergunta não é saber se esse ou aquele ministro deve ser investigado. A pergunta é se continuaremos a admitir que o rigor da persecução penal seja distribuído conforme a identidade do investigador”, afirmou Gilmar.
A declaração provocou uma reação do relator do caso, ministro Mendonça, que rebateu: “O senhor está sendo leviano”.
A sessão plenária desta terça-feira (15) decide sobre a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A sessão do STF é marcada por bate-boca, insultos e acusações entre os magistrados.
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