Video: O Riso da "Gioconda do Senado": O que esconde o semblante de Wagner?

Por Da Redação
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Video: O Riso da "Gioconda do Senado": O que esconde o semblante de Wagner?

Foto: Reprodução

Há quem insista que o sorriso mais enigmático do mundo pertence à Mona Lisa de Da Vinci. Este colunista, contudo, pede desculpas para discordar!

Para quem testemunhou a expressão de Jaques Wagner enquanto Davi Alcolumbre "vaticinava" o naufrágio da candidatura de Jorge Messias ao STF, ficou nítido: o verdadeiro mistério da fé (e da física política) reside nos lábios do senador baiano!

​Não foi um riso de júbilo, tampouco um espasmo de nervosismo. Foi aquele meio-sorriso banhado em uma serenidade quase litúrgica. Parecia a expressão de quem observa o carro descer a ladeira e, com elegância olímpica, apenas comenta sobre a qualidade do asfalto, enquanto o governo que ele lidera, presenciava um revés histórico. Ao ver os votos de Messias evaporarem, a fisionomia de Wagner abandonou o figurino de "Líder do Governo" para assumir o papel de um espectador VIP em um teatro de sombras, assistindo à peça com o desprendimento de quem já leu o roteiro e já sabe o trágico final.

​Na Bahia, o povo — que possui um radar apuradíssimo para nuances — costuma observar - e comentar! - essa "lealdade de geometria variável" do "Galego". A memória local é fresca e rica em detalhes: desde a escolha do vice estadual, Wagner demonstrou a destreza de um mestre de cerimônias que organiza o salão enquanto, discretamente, apaga as luzes.

​Ao deixar que a indicação de Geraldo Júnior "ganhasse o mundo" naquela colocação "falei sem querer, quem escolhe o vice é o governador!", criou-se um cenário de entretenimento político puro. O abacaxi sobrou para Rui Costa descascar junto ao atual governador, que acabou herdando uma fama de quem ficou sem par no baile por questões puramente circunstanciais: ninguém além de Geraldinho queria "dançar" com ele! Atribuir tal sequência de eventos a um descuido, seria subestimar uma das carreiras mais longevas e habilidosas do Brasil, uma vez que é público e notório que Wagner não dá ponto sem nó, ele apenas prefere que a costura seja invisível.

​Voltando ao "Case Messias", houve uma ironia quase poética no diálogo silencioso com Alcolumbre. Sem proferir uma sílaba, o semblante de Wagner parecia emitir um ruído de fundo que ecoava como um suave "eu avisei".

​A impressão que fica é que o senador transita pelos incêndios de Brasília e pelas articulações de Salvador com a calma de quem possui um estoque inesgotável de extintores, mas prefere usá-los apenas para manter a própria temperatura agradável. Wagner parece operar sob um objetivo singular: garantir que, quando a poeira baixar e os escombros forem catalogados, seu sorriso permaneça tão impecável quanto o da obra de Da Vinci.

​Nos corredores do poder, comenta-se que o "fogo amigo" atribuído ao senador tem o brilho do diamante e a temperatura de um iceberg.

Para o Galego, a política é uma sofisticada festa de gala — onde ele faz questão de ser o último a sair, brindando discretamente com quem ainda acredita que ele vai ajudar a fechar a conta...

Confira o vídeo abaixo

 

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