Vídeo: Otto rebate críticas ao PGP, revela mágoa e condena voto de Coronel em Bolsonaro: 'Confissão da traição'
Hoje na oposição, Coronel declarou que servidores públicos são obrigados a participar de eventos da base governista

Foto: Edilson Rodrigues e Waldemir Barreto/Agência Senado
Após as críticas tecidas pelo senador Angelo Coronel (Republicanos), o também senador Otto Alencar (PSD) negou que servidores públicos sejam obrigados a participar dos eventos do Programa de Governo Participativo (PGP), promovidos pela base governista, para aumentar o público.
Durante entrevista à rádio Baiana FM nesta quarta-feira (17), Otto afirmou que quem vai aos encontros do PGP são líderes das respectivas regiões onde eles ocorrem, como prefeitos e vereadores. O senador do PSD citou como exemplo um evento em Itapetinga, no sudoeste do estado, em que a participação de políticos e da população local, segundo ele, foi expressiva.
Otto contou que em 2018, quando Coronel foi candidato à Casa Alta, o hoje membro do Republicanos foi a todas as edições do PGP. O mesmo, porém, não teria acontecido em 2022, quando o médico foi candidato. "Quando eu fui candidato em 2022, [Coronel] não apareceu em nenhuma reunião. Quando ele foi candidato, rasguei essa Bahia trabalhando por ele. Quando ele não ia, eu ia pedir voto para ele, como [Jaques] Wagner fez”, disse o senador.
Na ocasião, Otto ainda aproveitou para comentar a declaração de Coronel de que "teve um 'torcicolo' e votou no 22 [Bolsonaro, na eleição presidencial de 2022]". "Isso é a confissão da traição; é inaceitável", condenou. “Política é uma coisa muito séria. A palavra tem que ser dada para ser cumprida. Não se brinca com o voto das pessoas”, acrescentou.
Candidato à reeleição no Senado, Angelo Coronel se filiou Republicados — partido de oposição da base governista na Bahia —, em abril deste ano, após 15 anos no Partido Social Democrático (PSD). Em 2022, ele foi eleito com 76.455 votos.
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