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Vorcaro nega a Toffoli ter contratado influenciadores e diz que é alvo de difamação

No pedido a Toffoli, o ex-banqueiro também se diz alvo de um ataque reputacional e de difamação

Por FolhaPress
Às

Vorcaro nega a Toffoli ter contratado influenciadores e diz que é alvo de difamação

Foto: Divulgação/ Banco Master

JOSÉ MARQUES

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou em petição ao STF (Supremo Tribunal Federal) qualquer envolvimento com os perfis em redes sociais que fizeram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso Master.

A manifestação foi feita ao ministro Dias Toffoli, responsável pelo inquérito que apura a tentativa de venda do Master ao BRB (Banco de Brasília).

No documento, os advogados dizem que Vorcaro "nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central".

"[Vorcaro] cumpre rigorosamente as medidas cautelares que lhe foram impostas embora entenda sua defesa que são desnecessárias e injustas inclusive colaborando ativamente com as investigações em andamento, tendo respondido todas as indagações que lhe foram dirigidas em oitiva e acareação realizadas perante esta Suprema Corte no dia 30 de dezembro de 2025", afirmam.

No pedido a Toffoli, o ex-banqueiro também se diz alvo de um ataque reputacional e de difamação. A defesa pede a abertura de uma investigação sobre vazamentos de informações e do que diz serem notícias falsas divulgadas contra todos os envolvidos no inquérito, inclusive ele próprio.

O objetivo, dizem os advogados, é que "não reste dúvida de que ele não tem qualquer envolvimento em disseminação de notícias falsas ou caracterizadoras de crime contra a honra de quem quer que seja, inclusive contra as instituições regulatórias e seus representantes".

Nesta semana, a Polícia Federal abriu uma apuração inicial sobre informações sobre o caso de 46 perfis que fizeram ataques simultâneos contra o BC e investigadores. Se forem comprovadas irregularidades, o órgão poderá instaurar inquérito policial.

A prática já vinha sendo observada durante o processo de análise pelo órgão regulador da venda do banco para o BRB, mas cresceu nos últimos dias em meio à guerra jurídica no STF e no TCU (Tribunal de Contas da União) travada entre os investigadores e os advogados do Master.

Os influenciadores vêm publicando posts com informações enviesadas sobre os acontecimentos em torno da liquidação do Master, com críticas à atuação do BC.

O recrutamento de influenciadores envolveu um contrato de confidencialidade de R$ 800 mil. A campanha recebeu o nome "projeto DV, o que coincide com as iniciais de Daniel Vorcaro. A informação sobre os contratos de influenciadores foi antecipada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A ofensiva digital que é investigada também mirou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seus familiares, o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, além de banqueiros e associações do setor financeiro que organizaram uma contra-ofensiva em defesa da autoridade monetária por meio de uma série de notas de apoio à decisão técnica de liquidar o Master em novembro.

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