Voto distrital misto divide partidos e ganha força no Congresso
Proposta mudaria sistema eleitoral brasileiro

Foto: Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula a votação de uma proposta para mudar o sistema eleitoral brasileiro e adotar o voto distrital misto. A intenção é analisar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ainda em 2026. As informações são do portal Metrópoles.
A discussão ganhou força após as eleições deste ano, com o desempenho de candidatos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que ultrapassaram 3 milhões de votos. O resultado reacendeu o debate sobre o atual modelo proporcional de lista aberta.
Partidos do Centrão, como PP, União Brasil, PSD e Republicanos, demonstraram apoio à proposta. Já o PL se posicionou contra. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou nas redes sociais que consultou a bancada e que o grupo rejeita a mudança.
Atualmente, as vagas para deputados são distribuídas proporcionalmente à votação dos partidos e candidatos. No voto distrital misto, metade dos representantes seria eleita diretamente pelos eleitores de cada região, enquanto a outra metade seria escolhida por listas partidárias. Cada eleitor teria dois votos: um para um candidato e o outro para um partido.
A proposta em discussão prevê uma transição pelo chamado "distritão" em 2030 e a adoção definitiva do voto distrital misto em 2034. Para aprovar a PEC, são necessários 308 votos favoráveis na Câmara, em dois turnos, e 49 no Senado. Os detalhes ainda estão em negociação.


