Após ter nome ligado ao Internacional, Jair Ventura garante permanência no Vitória
Colorado buscava técnico após demissão de Pezzolano, mas acertou com Eduardo Baptista

Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Após ter sido sondado pelo Internacional para assumir o comando técnico depois da demissão do técnico Paulo Pezzolano, o técnico Jair Ventura afirmou que pretende cumprir o contrato com o Rubro-Negro até o fim de 2026.
Em entrevista ao GE, o técnico exaltou a boa relação com o presidente Fábio Motta para justificar a permanência no Rubro-Negro.
"Seria muito fácil, depois de o Fábio [Mota, presidente do Vitória] ter me bancado tantas vezes, seria muita ingratidão da minha parte sair se tivesse uma oportunidade. Não estou confirmando nada, não falo disso [propostas de outros clubes]. Não seria justo com ele, pelo tanto que ele vem segurando a gente desde o Campeonato Baiano, nas nossas oscilações. Lógico que sempre acreditei na manutenção do trabalho. No Avaí a gente saiu, mas estava há seis meses sem receber. Já não era treinador, eu estava tendo que fazer outras coisas, o desempenho já não estava sendo o mesmo porque eu tinha que gerir funcionários com três, quatro meses de salário atrasado. Não que eu não venha a sair de outro clube em outro momento, dependendo", disse o técnico.
Ao chegar no Vitória em setembro de 2025, Jair Ventura foi destaque na campanha que garantiu a permanência da equipe na Série A. Neste ano, o treinador conquistou a Copa do Nordeste, foi vice no Campeonato Baiano e levou o time baiano as quartas de final da Copa do Brasil após passar por equipes como Flamengo e Athletico-PR.
O técnico tem sido criticado pela torcida pelo desempenho recente nas últimas partidas, em especial pelas três derrotas nas últimas quatro partidas no Barradão. Atualmente o Leão está na 13ª posição, com 33 pontos, quatro acima da zona de rebaixamento.
O Vitória só volta a campo no dia 7 de outubro diante da Chapecoense, no Barradão e o técnico Jair Ventura afirmou estar tranquilo caso ocorra uma mudança após resultado negativo contra o time catarinense.
"Se as coisas não acontecerem contra a Chapecoense, de repente uma mudança faz parte do jogo. Se a gente sair não vai ser uma decisão nossa. Nunca larguei trabalho no meio por causa de pressão, cobrança, vaia", afirmou.


