Bahia ganha destaque em feira nacional que discute o futuro do saneamento!
Aos detalhes...

Foto: Saneamento deve assumir papel estratégico na adaptação climática e na construção de uma economia sustentável (Divulgação)
A engenharia e a tecnologia baianas estarão representadas na FENASAN 2026, Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente, que acontece de 20 a 22 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A Mazure Saneamento participa do evento com estande próprio e a presença de sua diretoria, liderada pelo presidente Marcelo Sacramento de Araújo e pelo diretor técnico e operacional, o engenheiro Renan Menicucci. A participação coloca em evidência a trajetória de uma empresa nascida na Bahia que ampliou sua atuação para diferentes regiões do Brasil, desenvolvendo soluções para tratamento de água, efluentes, reuso e dessalinização.
Considerada um dos principais encontros do setor nas Américas, a FENASAN reúne empresas, especialistas, pesquisadores e gestores públicos para discutir tecnologias, negócios e caminhos para o desenvolvimento do saneamento ambiental. Em 2026, o evento tem como tema “AESabesp 40 anos: conectando pessoas, conhecimento e inovação pelo saneamento” e deve receber cerca de 40 mil visitantes, com 479 expositores distribuídos em 37 mil metros quadrados de área de exposição. A programação contempla questões como universalização dos serviços, eficiência operacional, inovação tecnológica, economia circular e enfrentamento das mudanças climáticas.
"Para a Mazure, estar presente nesse ambiente representa uma oportunidade de apresentar a capacidade técnica desenvolvida na Bahia, ampliar conexões comerciais e acompanhar as transformações de um mercado estratégico para o desenvolvimento econômico e ambiental do país", explica Marcelo Sacramento.
Saneamento diante dos desafios climáticos
O Brasil enfrenta o desafio de ampliar o acesso aos serviços de água potável e esgotamento sanitário enquanto precisa preparar sua infraestrutura para os efeitos das mudanças climáticas. Secas prolongadas, enchentes, pressão sobre os mananciais e irregularidade no regime de chuvas reforçam a necessidade de sistemas mais eficientes, resilientes e capazes de diversificar as fontes de abastecimento.
Nesse cenário, o saneamento deixa de ser apenas uma questão de infraestrutura urbana e saúde pública para assumir papel estratégico na adaptação climática e na construção de uma economia sustentável. Tecnologias que reduzem o desperdício, permitem reaproveitar efluentes tratados e viabilizam o uso de fontes alternativas de água podem contribuir para preservar recursos naturais, reduzir a pressão sobre os mananciais e ampliar a segurança hídrica de cidades, indústrias e comunidades. Essas questões também estão entre os temas previstos para a programação técnica da FENASAN 2026, que inclui debates sobre descarbonização, resiliência urbana, recursos hídricos e respostas do saneamento aos eventos climáticos extremos.
É nesse contexto que a Mazure vem ampliando sua atuação. Com 36 anos de trajetória, a empresa evoluiu de uma operação inicialmente voltada à filtragem de água para um grupo especializado em engenharia, tratamento de água e esgoto, reuso, dessalinização e desenvolvimento de equipamentos. Atualmente, mantém projetos em diferentes estados brasileiros e participa de iniciativas que envolvem municípios, companhias de saneamento, instituições de pesquisa e empresas do setor industrial.
Para Marcelo Sacramento, a participação na feira também reflete a evolução de uma empresa que encontrou na inovação uma forma de crescer sem perder suas raízes: “Nosso objetivo é demonstrar que uma empresa que nasceu na Bahia pode desenvolver tecnologia, ampliar sua presença nacional e contribuir para soluções que o Brasil precisa hoje e precisará ainda mais no futuro. O saneamento exige visão de longo prazo, capacidade técnica e disposição para inovar. A segurança hídrica e o uso inteligente da água precisam estar no centro das decisões de desenvolvimento”, afirma o presidente.
Reuso e dessalinização como alternativas para o futuro
Entre as áreas de atuação da Mazure, o reuso e a dessalinização ocupam posição estratégica diante da necessidade de diversificar as fontes de abastecimento e utilizar a água de maneira mais eficiente. O reuso permite que efluentes tratados sejam aproveitados em aplicações compatíveis com sua qualidade, reduzindo a demanda por água potável em determinadas atividades. A dessalinização, por sua vez, pode tornar águas salobras ou salgadas disponíveis para usos específicos, desde que sejam consideradas as condições técnicas, energéticas, ambientais e econômicas de cada projeto. A empresa acumula experiência nesse campo desde a implantação de um de seus primeiros sistemas privados de dessalinização na Bahia, na Ilha de Kieppe. Ao longo dos anos, avançou da montagem e operação de equipamentos para a fabricação de soluções próprias, ampliando sua capacidade de atender diferentes escalas de demanda.
Na Bahia, a companhia também participa de um projeto de operação e monitoramento de sistemas de reuso de água em Escolas Modelo, abrangendo 128 municípios. Segundo a empresa, as operações já alcançam 62 cidades. A iniciativa demonstra como soluções de gestão hídrica podem ser incorporadas a equipamentos públicos e contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis.
“Não existe uma única solução para todos os desafios do saneamento. Precisamos avaliar a disponibilidade de água, as características de cada região, o consumo de energia e a destinação adequada dos resíduos gerados nos processos. A tecnologia precisa estar a serviço da eficiência e da sustentabilidade, com soluções tecnicamente seguras e economicamente viáveis”, destaca Renan Menicucci, diretor técnico e operacional da Mazure.
Pesquisa e inovação para ampliar a competitividade
A estratégia de desenvolvimento tecnológico da empresa inclui parcerias com instituições de ensino e pesquisa, através de convênios com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) para pesquisa, com o SENAI para formação de mão de obra, e com a Universidade Católica do Salvador voltados à formação de engenheiros civis. Em parceria com a UFBA, a empresa também desenvolve uma tecnologia destinada a aumentar a vida útil das membranas de nanofiltração utilizadas em sistemas de dessalinização de plataformas de exploração de petróleo da Petrobras. A iniciativa integra a busca por maior eficiência operacional e desenvolvimento de conhecimento aplicado à realidade industrial brasileira.
A participação na FENASAN ocorre, portanto, em um momento de ampliação das oportunidades para empresas capazes de integrar engenharia, pesquisa, fabricação e operação. Além de apresentar suas soluções, a Mazure pretende fortalecer relacionamentos com agentes públicos e privados e acompanhar tendências que possam resultar em novos projetos e parcerias. Para Marcelo Sacramento, o futuro do setor depende da combinação entre investimento, conhecimento e responsabilidade ambiental. “O saneamento precisa ser entendido como investimento em qualidade de vida, desenvolvimento econômico e proteção dos recursos naturais. Queremos contribuir para esse processo levando a experiência construída na Bahia a novos mercados e participando do desenvolvimento de tecnologias que ajudem o país a enfrentar seus desafios hídricos e climáticos”, conclui.

