Balanço de 2025 de fundação ligada a ACM Neto é denunciado por conselheiros ao Ministério Público
Gastos de mais de R$ 5 milhões foram contestados por integrantes fiscais, que tiveram acesso negado ao detalhamento

Foto: Fundação Índigo/Reprodução
À frente do comando do União Brasil, Antônio Rueda gastou R$ 5,9 milhões de recursos públicos com "serviços prestados por terceiros" no ano de 2025. O número consta no balanço da Fundação Índigo, que tem o ex-prefeito ACM Neto como presidente. A informação é da coluna Andreza Matais, do Metrópoles.
Segundo a publicação, integrantes do conselho fiscal do partido pediram as notas fiscais para detalhamento da origem das despesas, mas os documentos foram negados.
No balanço, que foi acessado pela coluna, em "missões internacionais", a legenda registra gasto de R$ 1 milhão com “serviços prestados por terceiros”. No total, foram R$ 1,5 milhão com viagens para fora do Brasil. Com diárias os pagamentos somaram R$ 453.250.
Conforme o estatuto da entidade, uma das principais missões é preparar novos líderes políticos, gestores públicos e cidadãos com visão liberal, democrática e crítica de mundo. No entanto, em todo o ano passado, o partido investiu apenas R$ 26.400 em formação política. Em 2024, o valor havia sido de R$ 758.648.
O conselho fiscal do União Brasil conta com a atuação de quatro conselheiros: o deputado Elmar Nascimento (BA) e o ex-deputado Pauderney Avelino (AM), que aprovaram o balanço, e Ricardo Motta e Rodrigo Furtado, que se posicionaram contra.
Segundo a coluna, eles também encaminharam uma denúncia ao Ministério Público por suspeita de desvio de recursos partidários. A assessoria de Rueda informou que “as atas e decisões relacionadas ao tema passam pela aprovação do Ministério Público”.


