Chefs se especializam em tecnologia para comandarem as cozinhas do amanhã!

Com a digitalização do food service, profissionais passam a incorporar inovações para elevar o padrão nos restaurantes

Por Michel Telles
Às

Chefs se especializam em tecnologia para comandarem as cozinhas do amanhã!

Foto: Divulgação

A imagem clássica do chef que fica à frente de uma chapa quente está, aos poucos, dando espaço para a de um profissional que combina técnica e sensibilidade com o uso inteligente de novas tecnologias.

Em um ambiente marcado pela escassez de mão de obra qualificada e pela pressão por produtividade, agilidade e eficiência, o food service passou a adotar soluções que apoiam a operação e trazem mais consistência aos resultados. Esse movimento, por sua vez, leva os talentos a buscarem novas qualificações.

“Os profissionais de gastronomia agora precisam compreender também tecnologia e novas ferramentas digitais para acompanhar a evolução das cozinhas profissionais”, explica Fábio de Medeiros, Diretor Geral da Unox Brasil, braço nacional da empresa italiana de fabricação de fornos profissionais.

Os fornos combinados são um dos principais representantes dessa nova fase. Ao facilitar processos e garantir maior padronização, esses equipamentos contribuem para a rotina das cozinhas e reduzem a necessidade de intervenções repetitivas, permitindo que os profissionais direcionem sua atenção para atividades mais estratégicas e criativas.

Segundo Valentino Saccardo, diretor de operações da Unox, o papel da tecnologia é atuar como suporte ao trabalho humano. “A inovação nas cozinhas profissionais não busca substituir o chef, mas oferecer ferramentas que tragam mais controle, consistência e eficiência ao dia a dia, respeitando sempre o conhecimento e a experiência do profissional”, afirma.

O novo perfil do chef profissional

Essa evolução também redefine o perfil de especialização. O chef passa a ampliar seu repertório, entendendo melhor os processos e explorando recursos que contribuem para a execução mais consistente dos pratos.

Mais do que dominar receitas, o profissional passa a organizar fluxos e otimizar a produção. A cozinha deixa de ser apenas um espaço de criação e se consolida como um centro de gestão operacional, onde decisões técnicas impactam diretamente a produtividade e a rentabilidade.

Em vez de substituir o talento humano, a tecnologia amplia seu alcance. Com maior previsibilidade nos resultados, o chef ganha tempo para desenvolver cardápios, testar combinações, organizar equipes e estruturar estratégias de produção.

O Gustavo Oliver, Corporate Chef da Unox, explica que se especializou em cursos como Técnico em Cozinha e Nutrição; Graduação em Tecnologia em Gastronomia; e Pós-graduação em Gestão de Negócios de Alimentação para conduzir não só suas funções, como direcionar e capacitar os estabelecimentos que adquirem os equipamentos da empresa italiana.

“Além de dominar técnicas e sabores para a cozinha convencional, agora aprendemos a aplicar nosso conhecimento em novos contextos. Queremos mostrar que é possível alcançar resultados de alta qualidade de forma menos exaustiva, utilizando melhor os recursos disponíveis”, acrescenta.

A cozinha do amanhã já começou

Embora a essência da gastronomia continue sendo criatividade, sensibilidade e domínio de sabores, o contexto operacional se sofisticou. A chamada “cozinha do amanhã” combina técnica clássica e inovação, redefinindo o papel do chef.

Mais do que executor, ele atua como o maestro de uma operação dinâmica, conduzindo sua arte gastronômica com mais recursos e garantindo que todos os processos estejam alinhados.

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