Conselho de Segurança da ONU vota uso de força para reabrir rota marítima de Ormuz; China, Rússia e França se opõem e podem vetar proposta
Para ser aprovada, proposta precisa de nove votos favoráveis e não pode sofrer nenhum veto dos cinco membros permanentes

Foto: Divulgação/ONU News
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar nesta sexta-feira (3) uma resolução proposta pelo Bahrein com o intuito de autorizar o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, segundo diplomatas.
Apesar da proposta apresentada pelo país, situado no Oriente Médio, o jornal norte-americano "The New York Times" publicou matéria a qual afirma que China, Rússia e França, que possuem poder de veto capaz de barrar quaisquer propostas discutidas na ONU, se opuseram a ideia de usar qualquer força na região para reabrir a rota marítima.
O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar o uso da força “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e levaria a uma escalada com “graves consequências”.
O presidente da França, Emanuel Macron, também criticou a ideia de reabrir o estreito pela força. Conforme divulgado pelo "The New York Times", Macron classificou a proposta como “irrealista”, e alertou para os riscos na incursão, ao considerar a concentração do poder militar iraniano na região.
Em defesa a proposta apresentada à ONU, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, classificou as ações do Irã como uma "tentativa ilegal e injustificada” de controlar a navegação e afirmou que a medida ameaça interesses globais e por isso, precisa ser respondida.
O Irã, por sua vez, afirmou que pretende manter a supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz, mesmo após o fim da guerra. Enquanto os Estados Unidos afirmam que continuarão os ataques contra o território iraniano, embora não tenha apresentado um plano claro para reabrir o estreito.
Dois diplomatas relatam que a reunião dos 15 membros e a votação sobre proposta apresentada foram remarcadas para a manhã de sábado, em vez de sexta-feira, que é feriado na ONU.
Para que a proposta avance, é necessário ao menos nove votos favoráveis e ela não pode ser vetada por nenhum dos cinco membros permanentes. São eles: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.


