Crise no STF: Apoio a Mendonça supera o de Moraes na condução do Caso Master, afirma Quaest
Pesquisa revelou a percepção dos eleitores sobre as condutas e a influência na decisão de voto

Foto: Luiz Silveira/STF
Um levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira (14) revelou a percepção e apoio dos brasileiros sobre a atuação dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes diante da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a pesquisa, 37% dos entrevistados acreditam que o ministro André Mendonça age de forma correta na crise do STF, enquanto o ministro Alexandre de Moraes tem apenas 16% de aprovação. Outros 20% consideram que os dois agem de forma incorreta, 25% se declararam indecisos. Apenas 2% dizem que os dois agem certo.
A pesquisa Quaest entrevistou 2004 eleitores, entre os dias 10 e 13 de setembro. O intervalo de confiança é 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Cenário
A pesquisa apontou que entre os entrevistados, 73% têm conhecimento do caso envolvendo os ministros e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto 27% desconhecem completamente a causa da crise.
O cenário considera ainda os entrevistados que se consideram "lulistas", "independentes", "bolsonaristas" e "direita não bolsonarista". Entre os primeiros, 34% consideram que Moraes está tomando as decisões corretas, enquanto 12% apoiam o ministro Mendonça. Os outros 32% não souberam responder.
Entre os que se consideram "independentes", 33% são favoráveis a Mendonça, enquanto 13% dizem o mesmo sobre Moraes; 23% discordam das ações de ambos.
Já para os outros dois grupos, a maioria considera que as ações de Mendonça estão corretas no embate na Corte. Entre "bolsonaristas" 58% e para a direita não bolsonarista" 67%.
Impacto eleitoral
O levantamento revelou também a influência da crise na Corte na escolha para a votação de presidente nas eleições de 2026. Entre os entrevistados, 22% dizem que o episódio no STF reforça a escolha atual de voto para presidente, enquanto 7% afirmam que vai considerar mudar o voto.
Para 67% dos entrevistados, a crise não tem influência sobre o voto. Apenas 4% responderam estar indecisos
O resultado reflete a repercussão pública das disputas ligadas aos recentes desdobramentos da Operação Compliance Zero.



