Flávio e Lula seguem sendo os mais rejeitados com 45% cada um, diz Datafolha

O resultado, aferido pelo Datafolha na mais recente pesquisa eleitoral, é de empate dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos

Por FolhaPress
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Flávio e Lula seguem sendo os mais rejeitados com 45% cada um, diz Datafolha

Foto: Foto 1: Ricardo Stuckert/PR | Foto 2: Reprodução / Redes Sociais

A disputa pelo Palácio do Planalto chega ao primeiro turno com um dado inalterado além da predominância de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) na preferência dos eleitores: a rejeição de ambos. Dizem não votar de jeito nenhum no senador 45%, mesmo percentual entre os que declaram reprovar o presidente.

O resultado, aferido pelo Datafolha na mais recente pesquisa eleitoral, é de empate dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos. Na semana passada, o levantamento também registrou Flávio e Lula com 45% de rejeição.

Pesquisadores do instituto foram às ruas da terça-feira (29) a quinta-feira (1º), ouvindo 2.506 eleitores. O trabalho feito por encomenda da Folha e da TV Globo está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-0839/2026.

O quadro comprova a cristalização, nesta eleição, da polarização que se tornou acentuada de forma crescente a partir de 2014 no Brasil e serviu aos dois grupos que disputam o governo agora.

Naquele ano, Dilma Rousseff (PT) elegeu-se presidente no segundo turno com uma margem mínima sobre Aécio Neves (PSDB). Dois anos depois, sofreria o impeachment sob grande cerco de protestos de ruas contra seu governo.

A radicalização da oposição PT/PSDB, vigente por 20 anos então, deu espaço ao crescimento de franjas de direita mais extremas, que, com a demolição da política tradicional pela Operação Lava Jato, ganhou corpo na candidatura do aparente "outsider" Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

O resto é história, com os quatro anos de turbulência institucional e gerencial, a derrota para Lula em um pleito ainda mais acirrado do que o de Dilma/Aécio em 2022, a tentativa frustrada de golpe que levou o ex-presidente à cadeia e o 8 de Janeiro.

O sentimento negativo seguiu imperando na campanha, com altos índices de rejeição dos dois líderes. Abaixo deles estão concorrentes da rabeira da pesquisa, como Renan Santos (Missão, 16%), Romeu Zema (Novo, 15%), Ronaldo Caiado (PSD, 14%) e Augusto Cury (Avante, 11%).

A pesquisa abarcou os principais fatos políticos da semana: a edição por Lula de uma medida provisória proibindo as bets no país e a discussão acerca de Nossa Senhora Aparecida, surgida a partir de uma fake news segundo a qual Flávio iria cassar o título de padroeira do Brasil da santa.

O senador ainda teve de lidar com uma questão de imagem a partir de uma reportagem do site PlatôBR em que foram mostradas mensagens de um ex-sócio nas quais ele combina festinhas com garotas de programa, recebe mimos e faz lobby no Supremo. Até aqui, ele não comentou o caso.

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