Lula defende união da América Latina e Caribe para enfrentar desafios globais

Presidente afirmou que toda divisão torna o grupo frágil

Por Da Redação
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Lula defende união da América Latina e Caribe para enfrentar desafios globais

Foto: Ricardo Stuckert /PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (28) que a América Latina e o Caribe só conseguirão enfrentar os principais desafios da região se atuarem de forma conjunta. A declaração foi feita durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá.

“Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, disse o presidente, ao destacar que os países da região têm “credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais excepcionais” para ocupar um espaço mais relevante no cenário global.

Lula afirmou ainda que, para alcançar esse protagonismo, é essencial o compromisso das lideranças regionais com mecanismos institucionais capazes de articular os diferentes interesses nacionais.

Segundo o presidente, ainda falta convicção, por parte de governos latino-americanos e caribenhos, sobre os benefícios de um projeto mais autônomo de inserção internacional.  Nesse sentido, defendeu que a região leve em conta riquezas ainda pouco exploradas, que podem garantir uma posição mais competitiva na ordem global.

“Dispomos de ativos de ordem política e econômica que podem dar materialidade ao impulso integracionista”, afirmou, ao citar o potencial energético das reservas de petróleo e gás, da hidroeletricidade, dos biocombustíveis e das matrizes nuclear, eólica e solar.

Lula também destacou como vantagens estratégicas a presença da maior floresta tropical do planeta, a diversidade de solos e climas e os avanços científicos e tecnológicos voltados à produção de alimentos.

Além disso, mencionou a abundância de recursos minerais, incluindo minérios críticos e terras raras, considerados essenciais para a transição energética e digital. 

Segundo ele, essas riquezas “só fazem sentido se forem usadas para enriquecer nossos países” e se houver disposição para construir parcerias que gerem emprego, renda e desenvolvimento na própria região.
 

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