Mansão de Angelina Jolie é vendida por R$ 128 milhões!

Imóvel em Los Angeles pertenceu ao cineasta Cecil B. DeMille e reúne 11 mil pés quadrados, seis quartos, dez banheiros, piscina, casa de hóspedes e espaços exclusivos

Por Michel Telles
Às

Mansão de Angelina Jolie é vendida por R$ 128 milhões!

Foto: Redes Sociais

A venda da mansão de Angelina Jolie, em Los Angeles, por US$ 24,75 milhões — cerca de R$ 128 milhões — chama atenção não apenas pelo valor, mas pelo conjunto de características que transformam o imóvel em um produto imobiliário de luxo. Localizada no bairro de Los Feliz, a propriedade pertenceu anteriormente ao cineasta Cecil B. DeMille, uma das figuras históricas de Hollywood, e foi adquirida pela atriz em 2017.

Construída originalmente em 1913, a residência ocupa uma área de aproximadamente dois acres e possui cerca de 11 mil pés quadrados de área construída, com seis quartos e dez banheiros. O complexo ainda conta com academia, biblioteca, adega, casa de hóspedes, piscina, pool house, uma casa de chá e até uma casa na árvore escondida entre a vegetação.

Para Thiago Castilho, CEO da Elemental Construtora, incorporador imobiliário e especialista em processos construtivos inovadores e de alto padrão, o imóvel representa uma mudança importante na forma como o mercado passa a enxergar o luxo: não se trata apenas de metragem ou de materiais sofisticados, mas da capacidade de uma propriedade criar uma identidade própria.

“No mercado de altíssimo padrão, o valor de uma propriedade não está apenas no tamanho ou no acabamento. Existe uma combinação entre arquitetura, localização, privacidade, história e experiência. Uma casa como essa tem uma identidade que não pode ser reproduzida simplesmente com um projeto novo”, afirma Thiago.

Outro elemento que diferencia a propriedade é justamente sua história. Antes de Angelina Jolie, o imóvel pertenceu a Cecil B. DeMille e está inserido em uma região associada à história da indústria cinematográfica americana. A propriedade ainda oferece vista para as Hollywood Hills e para o Griffith Observatory.

Para Thiago, essa característica ajuda a explicar por que determinados imóveis alcançam valores tão elevados. “Quando um imóvel carrega uma história relevante, isso passa a fazer parte do próprio produto. É uma camada de valor que não está na planta, mas que influencia diretamente a percepção de exclusividade. No luxo, aquilo que é raro, autêntico e difícil de reproduzir ganha uma importância enorme.”

A estrutura também revela outra característica dos projetos residenciais de altíssimo padrão: a criação de ambientes que extrapolam a função tradicional de uma casa. Academia, biblioteca, adega, casa de chá, piscina, espaços de hóspedes e áreas de lazer fazem com que a residência funcione quase como um pequeno complexo privado.

“Hoje, o cliente de alto padrão busca uma casa que acompanhe diferentes momentos da vida. Ele quer poder trabalhar, receber, descansar, praticar esportes, ter privacidade e receber convidados sem que tudo precise acontecer no mesmo ambiente. Por isso, o planejamento desses projetos precisa ser muito mais cuidadoso desde a concepção”, explica o especialista.

A mansão foi colocada no mercado inicialmente por aproximadamente US$ 29,8 milhões e acabou sendo negociada por US$ 24,75 milhões, segundo registros imobiliários divulgados após a conclusão da venda.

O negócio envolvendo a propriedade de Angelina Jolie reforça, assim, uma tendência observada no segmento de luxo internacional: casas de celebridades deixaram de ser apenas símbolos de status e passaram a funcionar como exemplos de um mercado em que arquitetura, patrimônio, localização e experiência são componentes fundamentais para a formação de valor.

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