Ministro da Saúde rebate Flávio Bolsonaro e relembra suspeitas durante governo do pai
Ministro citou suspeitas de desvios na pandemia e relatos de cobranças ilegais em hospitais federais do Rio durante debate

Foto: Carlos Tavares/COP30
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a gestão da saúde durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e direcionou cobranças ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, após o debate realizado pela Band neste domingo (18).
Em publicação na rede social X, Padilha afirmou que o Brasil corre o risco de enfrentar problemas semelhantes aos registrados nos hospitais federais do Rio de Janeiro caso Flávio seja eleito presidente. O ministro também mencionou suspeitas de desvios de mais de R$ 100 milhões na área da saúde durante a pandemia de Covid-19.
As declarações ocorreram após o primeiro confronto direto entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
Flávio admite falhas na gestão da saúde
Durante o debate, Flávio reconheceu que a saúde não apresentou os melhores resultados durante o governo do pai. “De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea-culpa”, declarou.
Na sequência, Padilha comparou a atuação do senador na área ao desempenho do general Eduardo Pazuello, que comandou o Ministério da Saúde durante o governo Bolsonaro.
O ministro também resgatou suspeitas de desvios de recursos públicos destinados à saúde durante a pandemia. Segundo a publicação de Padilha, os valores sob suspeita ultrapassariam R$ 100 milhões.
Hospitais federais do Rio entram no confronto
A situação dos hospitais federais do Rio de Janeiro também foi motivo de troca de acusações entre os candidatos durante o debate.
Lula afirmou que Flávio cobrava pedágio de funcionários de um hospital para estacionarem os carros. O senador reagiu à declaração e acusou o presidente de divulgar informações falsas. “Vomitando um monte de mentiras”, disse.
Após o confronto, Padilha afirmou que trabalhadores do Hospital Federal Cardoso Fontes relataram cobranças ilegais de pacientes e funcionários pelo estacionamento de veículos.
O ministro também alegou que pessoas próximas a Flávio foram indicadas para cargos de direção na unidade. Segundo ele, contratos sem licitação representavam cerca de 70% das contratações e gestores contrários às indicações teriam sido afastados.
As declarações foram apresentadas por Padilha em meio à disputa eleitoral. As acusações mencionadas no embate devem ser consideradas como alegações atribuídas aos envolvidos.
Como foi o debate presidencial da Band
O encontro realizado em São Paulo teve duração prevista de duas horas e foi mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. O formato foi dividido em três blocos, com perguntas dos mediadores, confronto direto entre os candidatos e rodadas de questionamentos com direito a resposta, réplica e tréplica.
No primeiro bloco, os presidenciáveis responderam às perguntas dos jornalistas e participaram de um confronto direto de 30 minutos, com 15 minutos de fala para cada um administrar livremente.
O segundo e o terceiro blocos reuniram novas perguntas e interações entre Lula e Flávio. O debate foi encerrado com as considerações finais dos candidatos.
O que dizem as pesquisas para o segundo turno
A disputa presidencial segue acirrada nos levantamentos de intenção de voto. Na pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta segunda-feira (19), Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos, enquanto Lula registra 48%.
O levantamento ouviu 3 mil eleitores entre os dias 16 e 18 de outubro e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro.
Flavio Bolsonaro, mais uma vez, não respondeu. Mas neste vídeo conto tudo que ele aprontou nos hospitais federais do Rio de Janeiro. https://t.co/f3bIs1Uwda
— Alexandre Padilha (@padilhando) October 19, 2026


